quinta-feira, dezembro 30, 2010

... penúltimo dia do ano...

... altura de fazer um balanço do ano que está a acabar e formular desejos para o ano que entra... talvez sim, ou... nem por isso!... o fim de 2009 e corrente ano foram tempos de mudanças radicais, de descobertas, de choro, de riso. Foram tempos difíceis, de um turbilhão de emoções, muitas das quais ainda por digerir. Neste último ano Morri, Nasci, Sobrevivi... Vivi... não quero pensar, lembrar sobre o que se passou, sobre o Passado. Serviu apenas de aprendizagem. Ensinou-me que não me quero assim. Que não te quero assim. Que não vos quero assim. Aceito e vos enterro... é tempo e, isso sim, de saborear, desfrutar o Presente. De o Viver. De o absorver. De lhe dar continuidade. De o transformar em Futuro... o que espero de 2011?! O melhor será perguntar o que ele espera de mim...

@ net




... p.s.: tenho sim um desejo para 2011, um emprego bem remunerado e eu que adore. Não é demais, pois não?☻... o resto pode ficar exactamente assim. Está nada mais, nada menos que perfeito... BOM ANO!!!...

... em que penso?!...

... quando paro e te fixo e os meus olhos te sorriem e me perguntas: porque me miras assi? Penso que... Gosto de Ti... um dia digo-te...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

... e o Natal?!...

... não podia ter sido melhor!... pela primeira vez gostei, adorei e até me emocionei. A ceia estava deliciosa, a companhia tranquila e os presentes perfeitos. Perfeitos ao ponto de me encherem os olhos de água (obrigada miúda! ☻).. há muito que não sentia tão querida... obrigada por me mimarem e obrigada a ti... és, sem dúvida, O Presente Perfeito...

quarta-feira, dezembro 22, 2010

... e...

... quando menos esperas entra na tua vida. Por ti adentro. Deixa-te sem chão. Perdes o controlo. A pose. A compostura. Deixas de ser tu. Sempre de arma em punho. Passas a ser... nem sabes como apelidar este teu novo ser. É estranho. Tens receio... e gostas e queres mais... muito mais...

terça-feira, dezembro 21, 2010

... demasiado...

... demasiado rápido, demasiado intenso, demasiado bom... demasiada atitude... demasiado assustada... não pares...

quinta-feira, dezembro 16, 2010

... não quero...

... não preciso que me compreendas. Quero, preciso apenas, só, que me aceites... que aceites a minha loucura, a minha insegurança, a minha dúvida... que me respondas, por mais idiotas que as perguntas possam parecer. Sabes que preciso, que tenho de, de saber. Como tudo funciona. Como tu funcionas. O porquê. O porquê de nós... do não nós... que venhas, que me agarres, que me digas que sou uma tonta e gostas de mim... mas que faças... é demais? Sou demais? Então vai!... vai, mas diz que vais. Dá um fim. Diz chega!... e não voltes...

...

quarta-feira, dezembro 08, 2010

quarta-feira, dezembro 01, 2010

... cá em casa já é Natal...

... finalmente!... este ano não sei o que me deu (porque pura e simplesmente sempre ODIEI o Natal) e ando desde Outubro com vontade de fazer a árvore de Natal e a sonhar com rabanadas cheias de calda e aquela imensidão de frutos secos: damascos, ameixas, figos com nozes, pinhões, caju... pois muito bem... tantantan, aqui está ela...


... acho que... I' m getting soft... hum, não sei. Talvez. Dizem que sim... e para acabar o dia em beleza, um Tangueray... oh que saudades de um belo gin tónico! Dizem que: if life gives u lemons, make a lemonade. Pois eu digo: if life gives me limes, i'll make a fab G&T... 


segunda-feira, novembro 29, 2010

... miss this...

... like hell...

@inspire me



... miss u... too much...

Estou triste

O meu Amor partiu.
O meu leito,
O meu corpo,
Abandonou...

... the only...

...

... dão-nos a mão, beijam-nos sem pudor, levam-nos a jantar... mas sempre que tentamos entrar no seu mundo aparece o bicho papão: Privacidade... abrimos as portas, as janelas, tudo do nosso, porque os queremos, deles gostamos, muito (!) e a eles nos queremos dar... é caso para dizer que têm o "rabo preso", não?...hum, aqui há gato, ou melhor... gata (!)...

sexta-feira, novembro 26, 2010

... era tudo o queria...

... para amanhã, mas não me deixam... buuuuuuuuuuuuuááááááááááááááá!!!...

... desde ontem...

... desde a nossa conversa, que esta música que não me sai da cabeça... "Tens que largar a mão, P'ra eu sair de pé (...)"...


"Tens que largar a mão
P'ra eu sair de pé
Sou o teu anjo e não me vês
Na parte calma do que és

Tens que largar a mão
E sair de pé
Sou o teu anjo a procurar
A parte quente do que vês

Mas há portas por fechar
Com o chumbo a prender
É mais forte do que quero acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu quem vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei

Vais aprender a olhar quando a dor vier
Vais aprender a desvendar a parte fraca do que és
P'ra descobrir depois quando a luz voltar
Tens um jardim a procurar
Que precisa de saber
Quanto tempo vai durar
Este muro a prender
É mais forte do que queres acreditar
E se tudo vai com o vento a escorrer
Não sou eu que vai lutar agora

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei

E levar-te com o sol
Eu sei

Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei"

... aceitar, aceitar, aceitar...

... gotta work on this...

quinta-feira, novembro 25, 2010

... e o dia não podia acabar melhor...

... finalmente encontrámo-nos no skype e falámos... foi tão, mas tão bom ouvir-te, ver-te, ouvir o teu riso... que saudades! Ai que saudades!!!...

... quero tanto um bolo assim!!!...

@posypartycakes.blogspot.com

... soninho, soninho...

... tenho muito muito sono!!!... há quase uma semana que não durmo e só quero ficar logo boa para voltar à minha vidinha... logo agora que andava a dormir que nem um anjinho!!!... DAMN!!!...

... ☻...

... porque acabam de me oferecer uma flor de lavanda...

... e eu que gosto tanto e anda tão pouco por aqui...

... a tentar decidir...

... se te dou: a importância que tens para mim... ou... a importância que tenho para ti...

... a manhã não podia ter começado melhor...

... apesar de me terem acordado às seis da manhã, depois de mais uma noite mal dormida (as dores continuam!) e não terem feito o que lhes pedi... onde está o email explicativo e apaziguador da minha fúria???.... o email explicativo não chegou (grrr!!!!), mas chegou outro que me encheu de alegria e de esperança!!!... obrigada, muito muito obrigada por te interessares e me pores um sorriso (mais que rasgado!!!) na cara!!!... e para completar este meu estado de êxtase, fui beijada por um continente distante, do outro lado do Atlântico... ☻!!!...

quarta-feira, novembro 24, 2010

... porque...

... tive (tenho) saudades tuas li-te por aqui... apagas-te tanta coisa!!! Que pena... gostava de te ter lido apaixonado...

... dia de greve geral...

foto @IINDYMEDIA

... e vim trabalhar... não que não concorde. Concordo, mas custa-me, nesta altura do campeonato, ver o País a parar de novo. Quanto custará esta greve?... ainda na semana passada a zona da Expo esteve fechada devido à cimeira da NATO. Não sei quanto terá custado às empresas, mas sei que o Estado gastou seis milhões de euros em carros blindados que nem chegaram a aparecer. Não vos parece ridículo que em tempo de Crise, com o FMI a considerar Portugal à beira da falência andemos a deitar dinheiro fora?... já para não falar da visita Papal que Apenas nos custou setenta e cinco milhões de euros. Não posso conceber que um Estado laico gaste setenta e cinco milhões de euros numa visita Papal e depois aumente os impostos em tudo e mais alguma coisa em nome da Crise... posto isto, vou trabalhar que o País precisa!!!...

...

segunda-feira, novembro 22, 2010

... finalmente li-o...

“(…) Alguma vez na vida alguém lerá – esta lembrança daquela cuja memória nunca morre? (…) Se eu desaparecesse, buscarias o meu nome até ao túmulo? (…) Escreve-me tantas vezes quantas as asas dos gansos que voam para norte, nunca deixes de escrever. (…) O silêncio tem um som incrivelmente alto. (…) Mil fios de cabelo preto, emaranhado – como eles estão nos meus pensamentos, confiados e enredados. (…) a realidade pode ser mais irreal do que qualquer ficção. (…) Por que é que aquela chuva gerava tal melancolia, se no fundo eram boas as memórias que ecoava? Deve ser o recordar que é triste, concluí. A pessoa, a situação, desapareceram. (…) A chuva provocava um tédio tal, que às vezes quase não me apetecia vestir. Havia dias em que ficava no quarto o dia inteiro, embrulhada num velho casaco (…) E havia alturas em que preferia nunca o ter conhecido. (…) O pássaro grita pela fêmea no Lago [Omi]; sendo as coisas como são, também sóis livre de aportar a vários portos. (…) Do ponto de vista masculino, o ciúme é o defeito mais chocante da mulher. Do ponto de vista da mulher, não há nada pior que um homem volúvel. Chegamos à conclusão que é extraordinário que homens e mulheres continuem a relacionar-se. (…) Como a nossa afinidade fora sempre oficialmente ignorada, era difícil falar em separação. (…) «empilha a dor como se fosse lenha». (…) as relações se compõem geralmente de um que está ancorado e de outro que vagueia. (…) Às vezes é preciso uma pessoa de fora para nos mostrar o interesse da coisas que se tornam excessivamente familiares. (…) Na enseada de Isso o grau chora como eu choro; de que terá saudades? (…) Não é coisa rara ser esquecido nos tristes tempos que correm – mais triste é não ter consolo. (…) Deves amar as coisas com toda a tua alma (…) e deixa o resto ao destino. (…) Para nos aproximarmos, temos de ver o coração um do outro; se ao menos eu pudesse provar o meu amor por actos, e não por palavras. (…) Estou certo de que os demónios que não enfrentamos dentro de nós são aqueles que nos causam mais problemas. (…) No fundo, o problema era conciliar a necessidade de constância da mulher com o desejo de novidade do homem. Achava que os homens abominam as mulheres ciumentas e as mulheres receiam os homens inconstantes, mas são justamente as tendências dum género que provocam as do outro. (…) O contentamento tem em si a recompensa; a infelicidade impele-nos a desabafar. (…) Estas coisas não são só uma questão dos nossos sentimentos. Também temos de ser sensíveis ao que os outros pensam . (…) Nada como a Lua para despertar velhas lembranças. (…) Os meus pensamentos estão contigo, querido amigo, embora a duas mil léguas de distância. (…) Durante o breve tempo que contemplo fico bem, embora a cidade onde a Lua regresse fique longe, muito longe. (…) Sem uma palavra, pus os braços à volta dela e abracei-a com força, acompanhando o seu balançar e a sua dor, até que finamente ela parou. Acariciei de mansinho o seu pobre rosto, e ela consentiu. (…) Tempos houve em que a cor da flor de uma só pétala era bem-amada. Terá perdido o brilho? Para mim não. (…) Há momentos em que um poema pode alcançar a imortalidade, mas quase sempre os sentimentos que lutamos por expressar com tanta arte perdem o sentido depois de aquele a quem escrevemos ter partido. (…) Sempre tivera curiosidade em saber por que é que os homens são mais atraídos por mulheres fracas e moldáveis do que pelas talentosas e brilhantes. (…) Alguém deixa de escrever e faz-me sofrer – deixa uma floresta de saudade. (…) O destino não se comove com as nossas tristes esperanças; assim muda e obedece aquilo que esperamos. (…) Haverá algum destino que possa satisfazer-me? Aquilo que espero nem eu sei imaginar. (…) Os dias arrastam-se cheios de tédios enquanto a chuva cai, e os meus pensamentos estão enleados em melancolia como os ramos do salgueiro que chora. (…) Descobri que a solidão era muito mais fácil de suportar quando era partilhada. (…) Procuro o meu reflexo mas só vejo as minhas lágrimas melancólicas no regato, e o som da bela cascata. (…) Por que é que eu não podia aceitar as coisas simplesmente como eram e sentir-me grata? Não sabia. Como invejava as pessoas de desejos simples, que encontram motivo de alegria na vida tal como ela é! (…) Olho os céus baixos escurecidos por nuvens sem fim e o meu coração também se tolda e chove lágrimas de saudade. (…) Toda a gente reage de maneira diferente. Alguns nascem alegres, abertos e sinceros. Outros são pessimistas, nada os distrai, transformam velhas cartas em sutras, cumprem penitências e estão sempre a bater nas contas e a rezar – tudo isso me fazia arrepiar. Desejava desesperadamente ser mais generosa. Todos os dias tinha de me esforçar para não me transformar numa rabugenta presumida. (…) uma coisa depois de escrita ganha vida própria e segue o seu destino. (…) Vivo cada dia no ardor da tua falta, e agora cai a primeira neve – que derrete quando toca na minha saudade. (…) era como um barco à deriva, sacudida tanto pelas suas próprias paixões em conflito, como pelos caprichos dos seus amantes. (…) Que caminho devo seguir? Onde devo colocar-me? Sem saber a resposta, vou pesadamente existindo. (…) Num mundo sem norte, com excepção dos poemas, todas as palavras são forçadas. (…) Sendo o papel tão frágil, parece ser a única coisa que fica, depois de tudo. (…) O mais estranho é descobrir, depois de tudo isto, que ainda tenho papel – mas acho que já escrevi o suficiente. (…)”

Lisa Dalby
In “A História de Murasaki”

Sem título

Sabias ao que ia,
O que me esperava
E ris-te.
Troças, fazes pouco
Do meu medo.
Só a tua dor é válida.
É real. É sentida.
A dos outros não existe.
Não passa de exageros
De crianças grandes.
Envergonhas-me,
Quanto te dizes minha.

domingo, novembro 21, 2010

Os céus choram

Hoje, os céus
Juntam-se a mim
Neste meu pranto.
Também eles
Sentem a tua falta.

Murasaki

Neste leito enfermo,
Consola-me apenas
Murasaki e as suas histórias.

Sem título

Afastaste sem porquê.
Não me queres ver.
Não me queres falar.
Foges.
O meu orgulho, ferido,
Fala mais alto e,
Também eu, não te procuro.
Que não me queiras,
Aceito... Triste...
Mas preciso que me digas.
Preciso de uma razão!
Preciso de um fim!
Dá-me um Fim!

...

... elogiaste os meus desenhos... nunca o fizeras... nunca lhes deste importância...

Sem título

O Tempo por nós parece não passar.
Uma história parece não ter acontecido.
Nós, parecemos não ter vivido,
Não termos sido Um, outrora.
Continuamos vivendo lado a lado. Não juntos,
Na desculpa do Tempo, da Ajuda.

Sem título

Como um boneco me guardas
Lá bem alto no armário,
Lá bem fundo na prateleira.
Por detrás de todos os outros.
Bem escondido. Para que ninguém me veja.
Serei eu o teu preferido?
Ou aquele que te envergonha?

Sem título

Questiono meu coração
O porquê da tua falta,
Se nunca te teve.

sábado, novembro 20, 2010

...

... é pura e simplesmente horrível esta sensação de impotência! Odeio!!!... ao menos hoje está sol e consigo ver o céu azul da cama... e tu ainda não me ligaste...

sexta-feira, novembro 19, 2010

terça-feira, novembro 16, 2010

... as coisas que eu encontro (!)...


... como é que tiro o oceano do meio?...

... infelizmente...

... há uma coisa que não podes apagar: as memórias... podes apagar o número de telefone, os emails, as mensagens. Podes mudar de casa, de cidade de país. De nome até... mas as memórias não. A saudade não. A falta que te faz é inevitável. Angustiante. Manténs-te firme. Não choras. Não procuras. Tentas substituir... não resulta... do nada lembraste... um cheiro, um sabor, uma palavra, uma música, alguém parecido... não há ninguém parecido... dizem-te que o tempo cura. Mentira. Tu sabes. Não é a primeira vez. Silencia. Adormece... volta sempre ao mesmo... deixa, um dia destes vais encontrar alguém que goste realmente de ti e que não tenha medo de o dizer ao mundo. Enquanto isso, tens-me a mim...

... porque, porque, porque...

... porque quando um não quer, dois não fazem... porque não se decide... porque não sabe o que quer... porque tem medo... porque hoje chove e amanhã faz frio... porque não podes ser sempre tu... porque não podes gostar pelos dois... porque não podes querer pelos dois... porque por isto, por aquilo e acoloutro... desculpas, desculpas, desculpas...

terça-feira, novembro 09, 2010

...

... quero tanto, mas TANTO...muito... mesmo...

... gosto tAnto!!!...

...

... confesso que até eu me arrepio com os what if  macabros que me passam pela mente. Sim (!), tenho uma capacidade incrível para fazer filmes. O pior é que, ultimamente, têm passado de hipóteses remotas, que só esta minha linda cabecinha incrivelmente fantasiosa imagina, a factos. Das duas, uma: ou eu desenvolvi capacidades premonitórias, ou esta malta está cada vez mais estranha... de qualquer modo, acho que vou seguir o conselho da loura e jogar no euromilhões!...

... e ontem foi assim...

quinta-feira, novembro 04, 2010

… todas as mulheres deveriam ter um prosa na sua vida…

… sabem como é, um prosa?... um prosa é aquele homem que gentilmente te põe a mão na cintura e te leva para o meio da pista. Que te agarra nos braços, os coloca no seu pescoço e te sussurra ao ouvido: és linda! e depois te olha nos olhos de sorriso rasgado em jeito de confirmação. Um prosa é assim, alguém que te faz sentir linda, querida, desejada, mulher. Que te promete este mundo e o outro, que te leva no swing do corpo, no calor das palavras… um prosa é sempre galante. Tem sempre um sorriso lindo, um brilho nos olhos e sabe sempre, mas sempre dançar (todos os homens deveriam saber dançar. As mulheres adoram dançar…). Um prosa tem um toque suave, mas firme, um perfume perturbador e olha-te sempre nos olhos quando fala. Um prosa respeita sempre o teu espaço, deixando que sejas tu a dar o passo seguinte. Óbvio que te guia, te leva lá, mas ao teu tempo… Sim, um prosa é muito parecido com um apaixonado. A diferença é que a paixão de um prosa é coisa de uma noite, de uma visita à cidade. A diferença é que de um prosa não podes esperar mais nada a não ser elogios, promessas, noites ardentes. A diferença é que de um prosa não virá um futuro, apenas presente… um prosa pertence ao mundo e não a ti. E se tiveres isto bem consciente, um prosa é o melhor trunfo que podes ter. Aquele trunfo que sacas da manga quando te sentes em baixo e ligas e ouves do outro lado: oh, minha princesa! Que saudades!!!...

O Mundo

Do Mundo sou.
Ao Mundo me entrego.

Com toda a minha fome,
Com toda a minha sede,
Os seus caminhos percorrerei,
Saboreando os seus encantos.

Só o Mundo pode saciar
Este meu desejo de Viver

... ready...



"There’s only so much you can learn in one place
The more that I wait, the more time that I waste

I haven’t got much time to waste, it’s time to make my way
I’m not afraid of what I’ll face, but I’m afraid to stay
I’m going down my own road and I can make it alone
I'll work and I'll fight, Till I find a place of my own (...)"

quarta-feira, novembro 03, 2010

... até poderia dizer...

... que estou espantada, mas não. Já previa... mas fico muito triste que alguém, que tem sido tão meu amigo e ajudado tanto, não tenha coragem de me dizer na cara que não... ele foi o meu erro... tu és a minha desilusão... adeus...

terça-feira, novembro 02, 2010

... I'm back...

... à vida social, pelo menos (fuck, que fim-de-semana!). Ao resto. Ao resto nem por isso. E não é por falta de tentar. Não. Tenho tentado. Sério que tenho, mas. Mas não dura mais do que meros dias, horas. O interesse vai, ainda mais depressa do que vem. Hum.... 

...

... "(...) entre por essa porta agora e diga que me adora, você tem meia hora pra mudar a minha vida (...)"

Adriana Calcanhoto
in "Vambora"

... talvez isto me prendesse a atenção...

... seis da tarde...

... e está noite cerrada... DETESTO O INVERNO!!!...

sexta-feira, outubro 29, 2010

... e passado um mês...

... ou quase, desde o concentração precisa-se!!!, continua a faltar qualquer coisa... fiz tudo aquilo a que me propus: organizei o work, a cabeça e o coração, mas. Mas não me sinto puto satisfeita. Nada. Zero. Nicles... mas porque raio tenho eu de ser tão insatisfeita??? Que Chata!!!... bem, ao menos o jejum social foi quebrado, ontem à noite, com um sítio novo, giro e cheio de gente interessante e o resto do fim-de-semana está recheado de programinhas prometedores de diversão, boa comida e boa música, na melhor companhia. Só é mau não poder beber. Os drunfos xpto e com mil e um assustadores efeitos secundários s.o.s. joelho, não o permitem. O que é pena! Apetece-me tanto, mas tAnto um gin tónico...

quarta-feira, outubro 27, 2010

... ♥...



... é tão fácil dizer, não é?... gosto de ti...

... farta de gente sem sabor...

... de gente chata. De gente que não é capaz de ver para além daquilo que lhe é posto diante do nariz... farta da falta de curiosidade. Da falta de querer mais. De querer fazer mais. De querer Ser mais. De ir mais longe. Mais além. Além do preconceito. Do que é de bom tom... preciso de gente com sabor a gindungo, gengibre, canela, caril, noz moscada. A sol, a mar, a terra. Molhada... de gente com sabor a prosa, a poema, a música, a tinta. A corpo, a pele, a sangue, a suor. A mente.... preciso de gente que sinta com a pele e chore, ria, grite, cante, dance... com o coração... gotta get outta here... NOW!!!...

terça-feira, outubro 26, 2010

... we all cry...



... depressão. Um doença séria, muitas vezes apelidada de "mariquice", que leva muitos ao suicídio com vergonha de pedir ajuda... não é fácil reconhecer que se tem um problema, mas a ajuda existe e muitas vezes está onde menos esperamos...

... não deixa de ser curioso...

... que logo hoje esta crónica do Miguel Esteves Cardoso, não pare de "saltar" no meu fb... http://www.publico.pt/Sociedade/cronica-um-segredo-de-um-casamento-feliz_1462647?all=1... "(...) Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar."... Sim. Os infelizes são exactamente assim. Concordamos com tudo em prol da paz no lar e aos poucos morremos... e o casamento também...

...mas...

... sinto muito a tua falta... meu verde mar...

... e, quase (!), sem dar por isso...

... passou um ano...



... e cada vez mais gosto de estar sozinha...

segunda-feira, outubro 25, 2010

A tua ausência

Custa-me por demais
A tua ausência, meu Amor.
Insuportável é a dor,
Que em mim provoca,
A louca ânsia pelo teu regresso...

Sem título

O Balanço foi feito.
A Decisão foi tomada.
O Fim chegou.

As energias, o tempo desperdiçado,
As tentativas frustradas.
As noites sem dormir,
Os dias sem acordar.
Tudo em vão.
De nada valeu.

No Longe.
No Futuro,
Buscarei saciar a sede,
Que o Aqui,
O Agora,
Nem alivia.

Porque nada me prende,
Tudo me solta,
Partirei.

sábado, outubro 23, 2010

... cause it's my favourite bad word...

... porque é que...

... é sempre nos dias em que te sentes na merda, que estás com cara de pargo mulato com quinze dias de gelo, toda suada, porque acabaste de te arrastar uma hora pela ciclovia na esperança que o ar do mar te animasse (nop. nem olhaste para ele. não tiraste os olhos do chão), porque é que é sempre nestes dias que tens de encontrar aquele teu ex que não vês há anos???... ok. Apesar de ser mais novo que tu, está velho e careca, mas. Mas está com a namorada, mulher, ou sei lá o quê, que é: Alta, Magra e Gira... oh que merda! Logo hoje!!!... o que te vale são supermercados apinhados de gente e corredores, pelos os quais te podes esquivar sem ser notada a tua miseravél presença... mas... voltaste para Cascais???... hum... and... by the way: congrats! She looks great! Happy for you!...

... até um perfeito "estranho"...

... me abraça quando choro, mas tu não... porquê?...

... até tenho os olhos verdes...

... porque estava preparada para um: encontramo-nos no bloco e não para: não há mais nada a fazer...

domingo, outubro 17, 2010

Sem título

Caprichos do corpo.
Esquecimentos da mente.
Vinganças do coração.
Não dás importância.
Não têm importância.
São nada. Tal como tu.
... És Nada...
Troféus que expões,
Mas não lembras.
Não recordas.
Não têm lugar em ti.
Subterfúgios de uma realidade
Que teimas em não ver.
Da mentira que teimas em contar.
Alimento da tua incoerência.
Mantêm-te à tona. Na dormência.
Impedem a tua entrega.
A Decisão. O Fim.

Certeza

Poder-se-ia dizer que
Foi um erro. Mais um.
Seria aceitável,
Dada a situação.
Seria, sem dúvida,
Mais fácil.
Largar tudo e esquecer.
Aconselhado, até.

...

Impossível!
Impossível largar,
Deixar, abandonar, esquecer,
Uma certeza tão sentida...

... promessas, promessas...

... fazemos muitas... fazem-nos muitas... a maioria não é cumprida... mas o que prometemos a nós próprios devemos sempre levar até ao fim... tenho uma decisão a tomar. Uma promessa a fazer. Não quero. Será o fim. Não poderei voltar a trás... dói... mas não vejo outra hipótese... vou esperar mais um pouco... só um pouco... não quero...

quinta-feira, outubro 14, 2010

Barco

À deriva.
A tempestade cresce.
Folga a Grande!
Caça o Stay!
Não obedece à minha voz.
Não sou eu quem o governa.
Não fui eu, quem seu rumo traçou.
Escasseiam os mantimentos. A esperança.
Instala-se o medo.
Segue-se a resignação.
Não sobreviveremos.
Que uma onda nos engula
E que seja a próxima!
Estamos exaustos.

Egoísta II

Não era,
Mas sou.
Quero!
Preciso!
Agora!
Sempre!
A cada instante...

... os filhos do Monstro...

http://www.manelcruz.pt.to/
http://www.fogefogebandido.com/
http://www.myspace.com/nunoprata

segunda-feira, outubro 11, 2010

... ando estranha...

... muito estranha!!!... na Sexta-Feira passada, depois de uma semana incrivelmente estúpida de: muito trabalho, muitas enxaquecas e muitas insónias; tudo o que eu mais queria era ir para casa enfiar-me na cama! Há uma semana que chove torrencialmente e não me ocorreu programa melhor que: cama, livros, música e chocolates. Assim que saí do escritório decidi fazer uma pit stop no supermercado para comprar mantimentos (chocolates, entenda-se). Ora pois, estou perante o corredor dos ditos e depois de o percorrer algumas três vezes, olho para aquilo tudo e com o ar mais aborrecido, entediado, enjoado e sei lá mais o quê, solto um grande suspiro e: oh! não me apetece nada disto! Ainda tentei o corredor das bolachas, bolachinhas, bolos e afins e até o dos bios que normalmente tem sempre uma novidade qualquer do tipo chocolate com chá verde, ou assim. Nada. O meu cesto de compras resumiu-se a leite e bananas. Açúcar zero. Chocolates nem vê-los. Quem me conhece, eu uma viciada confessa em chocolate, certamente diria que estou doente! (ponto um de estranheza) Chego a casa faço umas torradas, bebo um leite morno com mel e canela, arrumo umas coisas e cama. Apaguei-me às nove da noite. Acordei ao meio-dia de Sábado. Dormi quinze horas. (ponto dois de estranheza, ou normal para quem não tem dormido puto) Passei o dia na cama com "A Vida Inteira" do Miguel Esteves Cardoso, com as devidas interrupções para vária sestas e comer tostas de queijo com banana esmagada. Devo ter adormeci tarde. Não me lembro. Domingo, até acordei animada. Acho que foram dos raios de sol que vieram embirrar com a chuva. Lá fiz de fada do lar. Fiz um almoço decente. E cama comigo outra vez. Desta com "Caim" do José Saramago. Estava eu a ler o Saramago a chamar filho da puta a deus (nem vou comentar. sempre me ensinaram que à mesa não se discute religião, política e futebol. Tento não o fazer fora da mesa também.) e não é que me dá uma súbita vontade de ser natal e estar a enfeitar a dita árvore e de mais decorações? Esta é grave! De novo, quem me conhece, sabe como eu desTesto o natal. Acho uma época hipócrita, consumista, em que tudo é permitido em nome de espírito natalício, que só me dá chatices, arrelias, urticaria e peso na consciência! (ponto três de estranheza) Estás parva! Logo pensei de mim para mim. Acabei o livro, ainda dei uma volta nos sonetos de Florbela Espanca, apago a luz e dou por mim a pensar: miúda, andas mesmo estranha! E começo a rever uma série de situações igualmente estranhas... Eu que não sou puto sensível, não tenho, nem gosto de demonstrações de carinho. Que abomino o beijinho de cumprimento ou outro contacto físico que tal, que não seja com alguém com quem eu tenha uma profunda relação de amizade ou amor, mas mesmo, mesmo profunda, dou por mim a achar carinhoso quando me agarram e me beijam a cabeça. Sabe-me bem quando do nada me pedem um abraço (alguém que não passa de bom dia e boa tarde). Passo uma noite inteira a ouvir um prosa e a gostar e ainda a acabar cada frase do dito com um: prometes? Não me lembro de metade das coisas que me disse e muito menos do que prometeu, mas gravei na memória que, quando dei por mim rodeada de várias das criaturas mais bizarras vistas até hoje e com um total de dois neurónios, gritei por socorro, deu-me um abraço muito, muito forte, daqueles com festinhas nas costas e me disse ao ouvido: shhh, calma, está tudo bem, calma (vários pontos de estranheza!)... Uns dizem que tenho uma leve depressão. Depois de duas, já as reconheço ao longe e nop, não é o caso. Outros dizem que ando apática. Um pouco talvez, mas também não me parece o diagnóstico certo. Carente? Sim, talvez, mas era facilmente resolvido com chocolates e noites de borga rodeada de testosterona, mas nem isso me apetece. Não sei o que tenho,  mas que ando estranha, lá isso ando! Será do tempo?... Oh! Não sei! Mas gostava de poder hibernar até isto me passar!...

... pela primeira vez devorei Saramago...

"(...) A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele. (...)"

José Saramago
in "Caim"

sábado, outubro 09, 2010

... para ler num dia de chuva, quando não apetece sair da cama...

“(…) Só Deus sabe como dói a imaginação. (…) O amor é um grande afastamento, não é? (…) Não há nada mais triste do que ter perdido qualquer coisa e não saber que coisa era. (…) A tua alma não é para tomar conta de ti. Tu é que tens de tomar conta dela. Dar-lhe de comer. Solidão. Consciência. Vagar. Amor. Lembrança. São estes os nossos alimentos.
A tua alma morre de fome e tu queres comê-la. É tua e queres trocá-la.
A tua alma está de visita e tu queres visitá-la. Em vez de lhe dar guarida, tenta invadi-la.
A tua alma não é para ti. Foi-te emprestada. Em vez de agradeceres, tentas gastá-la. Em vez de reviveres através dela, para chegares aos outros que vivem como tu, tentas açambarcá-la.
Se a tua alma te foi dada, foi para tentares dá-la. Não interessa não conseguir. Só querer.
Se dizes «o meu amor», como podes crer seja só teu? Dizes apenas «amor» e procura dá-lo a quem o queira ou quem tu queiras.
As almas não são de ninguém. Esquece a história das casas e dos templos. Não pode haver metáfora para a alma. É a única coisa para a qual não pode haver metáfora. Tens de pensar nela sem pensar em mais nada. Esquece as nuvens e os ventos. Não uses a tua inteligência. Não uses a tua imaginação.
Deixa-te estar. Apodera-te do que puderes. Mas não tentes assenhorar-te do que te leva além da vida. Goza a vida e deixa a alma em paz. A vida é só uma circunstância. É parecida contigo. Mas alma escapa-te, escaparte-á sempre, para que não possas viver simplesmente, para que não tenhas de viver só com a vida, miseravelmente. (…) O passado é só um particípio. Um recurso. Uma espécie de cobardia. (…) As pessoas têm a mania de denegrir o gostar, porque não adivinham a sua raridade. (…) Adiar é a melhor coisa do mundo. Confesso. Sei que soa mal, a pecado imperdoável, mas sim, sou uma procrastinadora. Há tantos dias na vida. Quem sabe se uns são mais apropriados que outros? Eu não. (…) Estrago sempre tudo. Será a minha função nesta vida? Gosto da ideia de que a cada um cabe um certo trabalho nesta vida, mas não acredito nela. Não acredito em nada. Só em mim. É pouco, mas é suficiente.
Talvez devesse regressar a África. Os lugares enganam muito. Durante uns tempos ocupam-nos os sentidos e o pensamento. Forçam-nos a estar atentas. A atenção é uma grande, grande distracção. As diferenças parecem reais. Às vezes até imagino que mudei. (…) É tão feio contentarmo-nos com quem somos.
Se ficássemos sempre pequeninos, sempre invejosos de quem nos rodeia, sempre insatisfeitos, por muito que nos divertamos, o nosso egoísmo seria mais aceitável. «Conhece-te a ti mesmo». Pois sim. Eu conheci-me e só encontrei desejos impossíveis: de não existir, de ser outra pessoa, de merecer as poucas coisas que tenho – até a vida, por muito estranho que pareça. (…)"

Miguel Esteves Cardoso

In “ A VIDA INTEIRA)

... não há nada mais reconfortante...

... do que quando, carinhosamente, me agarram a cabeça com as duas mãos e nela depositam um beijo sem nada dizer, sem mais nada fazer. Vêm, agarram, beijam, vão embora. Sem olhar para trás... especialmente quando não conheço quem o faz... é um gesto tão despojado de segundas intenções... reconforta-me... enternece-me, estas súbitas demonstrações de carinho... espanta-me a sua normalidade...

sexta-feira, outubro 08, 2010

... digo que ando desmotivada...

... peço-te ajuda, de um boost e a tua resposta é: não. NÃO??? É assim que dizes reconhecer o esforço que faço???... Well, thanks a lot!... não sei se tens noção do quão farta estou e de como acabaste com todas as possibilidades de eu fazer aquele esforço extra para melhorar. Não tens, pois não? Não percebes, pois não?... deixa lá. Apago a ideia do pensamento. Resigno-me aos factos... ou não... tentarei noutro lado...

... e se?...

... e se? E se? E se?... quem inventou o "e se?" devia ser fuzilado e eu estaria na primeira fila a aplaudir!... não há nada que me consuma mais, do que um infinito conjunto de hipóteses para uma situação e tantantan, o pior de tudo: o receio de falhar! (olha a novidade!)... e se (lá está outra vez esta bosta!) escolheres a porta errada? Está lixado! Já foste! (como diz a outra). Portanto ficas a matutar e a matutar e a matutar, nas mil e uma hipóteses que te dão e possíveis consequências (se tiveres sorte, só te dão mil e uma). Ou, então (e não há pior cenário!), só te dão a escolher: sim ou não. Nem um mísero nim te safa!... pensando bem, afinal o cenário do "sim ou não", sempre me parece melhor. Tens é de, claro (!), óbvio (!), manter a tua posição até ao fim... será por isto que inventaram o "e se?". Porque não conseguem manter uma posição? Defender uma ideia. Um sentimento. Por não conseguirem fazer valer a sua palavra? Hum. Talvez isto justifique as mil e uma hipóteses... assim sempre podes ir experimentando e dizer: calma, calma que não era bem isto que eu queria. E se?...

... admiro...

... francamente as pessoas que têm a capacidade de dar a volta à situação, reverter o processo e no fim da conversa, afinal, quem fez merda foste tu!... quer dizer, não! Não admiro nada! Mesmo!... Acho que no fundo são profundamente desonestas e completamente cobardes (principalmente consigo próprias!). Porque não têm "tomates" de dizer o que sentem, manipulam o outro e a situação de forma a sairem bem na fita... não percebo, não percebo, não percebo!!! Chamem-me burra e retomando o post anterior, mais valia ser e assim não me estava para aqui a consumir, chamem o que quiserem, mas não percebo!... Não é mais fácil dizer aquilo que pensam? Dizer que: não gostam da situação, os incomoda,  os faz sentir mal, os magoa, ofende, torna inseguros, faz sentir menos queridos e sei lá mais o quê? Pois. Parece que não. E a desculpa é: tenho receio de o magoar... ora porra! Eu prefiro que me magoem, a me sentir enganada!... Agora, se me disserem: tenho receio do que possa vir a perder... Aí, sim. Percebo. Compreendo. Identifico-me. Já o fiz. Também já não tive "tomates"! Fui cobarde! É uma merda! Arrependo-me! Mea culpa, mea culpa, mea culpa!... Afinal de contas, qual é a tua desculpa? O receio de me magoar? Ou o receio de me perder?...

... às vezes gostava de ser burra que uma porta!!!...

... embora ache a burrice uma estupidez, porque só é burro quem quer. Mas às vezes gostava, confesso... às vezes gostava de ser tão, mas tão tão burra e nem sequer perceber ou ter a sensibilidade para sentir quando me maltratam. Me olham de lado, falam mal de mim nas costas, ou à frente, tanto faz. Seria melhor ser burra: viver no meu mundinho cor-de-rosa e resignar-me com o que a Vida me dá. É como diz o outro: se a Vida te dá limões, faz uma limonada... o problema é que gosto mais de gin tónico... ser-se burra é definitivamente mais fácil. Uma pessoa burra não pensa se gosta ou não disto ou aquilo. Aceita o que lhe dão e o que lhe dizem e pronto. Fim da história. Ou melhor, nem sequer há história. E assim anda, feliz, sorridente e acima de tudo satisfeita. Não tem insónias, não sofre, não chora... eu, pelo contrário, tenho esta mania irritante de ser sensível. De ser curiosa. De ser insatisfeita. De me apaixonar. Não pelas pessoas, que essas, não me suscitam curiosidade e/ou paixão. Mas sim pelo que elas são capazes de fazer. Apaixono-me por aquilo que tu fazes e não pela pessoa que és. Hum? Espera, mas se tu és aquilo que fazes, então apaixono-me por ti. Hum. Agora baralhei. O que quero dizer é: se digo que sou apaixonada pelo Mia Couto, quero dizer que sou apaixonada pela sua escrita. Ou que sou apaixonada pelo Caetano e oh como eu amo Caetano (lá vem outra mania minha muito irritante: o exagero!), sou apaixonada pela sua música. Sim? Não é pelo homem. Como poderia? Nem sequer os conheço, ora bolas... as pessoas tendem a levar tudo à letra. Não compreendem a ironia, o exagero. E quando não compreendem tendem a moldar o que percepcionam da maneira que mais lhes convém... vês se fosse burra não me preocupava com estas coisas e a esta hora já estava a dormir um belo soninho reparador para enfrentar mais um dia de robot sentada em frente a um computador. Seria menos interessante? Definitivamente! Seria mais feliz? De certeza! Porque não tentaria compreender a minha felicidade. Não tentaria saber de onde vinha. Limitava-me a aceitá-la... ah e em jeito de resposta ao: e agora? Já és feliz? Não. Não sou feliz... mas sou menos infeliz...

quinta-feira, outubro 07, 2010

O Ser Amado

Dono de uma prepotência enfurecedora,
O Umbigo, o Centro do Mundo se acha.
Esse Parasita cruel (!)
Que de apetite voraz
O Amor rouba
A quem Ama.

(pela calada da noite,
em teu coração,
uma semente de Esperança
planta. E pacientemente
espera que ela germine, para
depois, sem aviso,
sem dó, nem piedade,
roubar o fruto - o Amor)

De que adianta Ser Amado,
Se não se Ama?!

... é tudo o que tu queres...

... mas nada do que precisas... O que fazer? Pensa com o Coração, alguém te diz... merda! Só sabes pensar com a Razão, com o Corpo... Com o Coração? Como é que se pensa com o Coração? Como será isso de pensar com o Coração? Parece-te acima de tudo perigoso!... sempre te ensinaram a fugir do perigo...

... há quem tenha...

... a chamada surdez selectiva. Só ouve o que lhe convém. Outros, memória selectiva, só se lembram daquilo que querem. Acredito que haja ainda a cegueira selectiva (bolas, que há malta tão ceguinha que só pode!!!)... eu gostaria de ter sentimentos selectivos. Sentir apenas aquilo que me faz bem... ah, mas agora dizias: e como saberias tu o que te faz bem, sem saberes o que te faz mal?... Não saberia. E não me importa...

quarta-feira, outubro 06, 2010

... de momento...

… tudo o que queria era fazer as malas e voar para o seu colo. Refugiar-se nos seus beijos vorazes, no calor das suas palavras, no swing do seu corpo… nele residiam todas as suas certezas. Que a semente em si depositada naquela madrugada exausta, apenas daria lugar a desejo. Que dali nada viria. Que dali não haveria um futuro. Não haveria paixão. Não haveria amor… Absurdamente ele dava-lhe segurança. No seu nada sentia-se segura. Sabia exactamente o que esperar: nada... ela sabia. Sim, tinha a certeza de que se voasse para o seu colo, ele, por breves instantes a faria sentir a mulher mais especial do mundo. Porque ele era assim. Porque lhe era inato. Porque lhe estava no sangue. Mas era exactamente o que de momento ela precisava: ser única, ser especial, ser a tal… mesmo sabendo que não era verdade. Mesmo sabendo que seria apenas mais uma… ela precisava sentir-se Mulher…

... shit...

... acabei de morrer de novo... fuck!... big big FUCK!!!...

... cause life sucks!!!...

... os Guns N' Roses hoje tocam no Pavilhão Atlântico e eu NÃO vou!!! BUUUUUUUUUUUÁÁÁÁÁÁ!!!... uma das bandas que mais marcou os meus, complicados, anos de pré-teen. Eram os únicos a ter lugar, mesmo lado da Madonna (o meu lado pop), na parede do meu quarto. OMG (!) o que eu delirava com os solos do Slash (de longe o meu preferido!) e sabia de cor e salteado tOdas as letras de tOdas músicas!!! Bons, bons tempos em eu gritava desalmadamente, em jeito de exorcismo, algumas destas músicas...












... fui ver e amei...

... http://www.eatpraylove-movie.net/... um filme sobre amores e desamores, sobre luto, sobre busca, sobre o Eu... com a banda sonora perfeita!...


... ainda estou de luto... não pela relação que terminou, pois há muito que a tinha cremado e suas cinzas lançado ao mar... mas estou de luto por mim. Alguma coisa, se não mesmo tudo, morreu naquela relação. O meu Eu morreu e algures por este Mundo o seu espiríto vagueia. Enquanto não fizer a passagem, não poderei voltar a reencontrar o meu lugar. O meu Eu não poderá voltar a reencarnar, a existir... preciso chorar a minha morte para voltar a viver...

terça-feira, outubro 05, 2010

... porque nem sempre...

... querer é poder, hoje deito-me com o sabor amargo de uma oportunidade despediçada... espero que não. Espero que a Vida me abra de novo esta porta e me dê oportunidade de saborear a promessa do seu doce sabor... espero que seja doce... sei que sim... fico à espera... até já...

sexta-feira, outubro 01, 2010

... a retomar velhos hábitos III...

... fazer a estrada do Guincho ao fim do dia de janela aberta, parar, respirar fundo e aproveitar o último laranja do dia...



... concentração precisa-se!!!...

... há um ano atrás, mais ou menos por esta altura, tomei uma decisão muito importante: mudar de Vida! Mas parece que ao longo do tempo me desviei dos meus objectivos tão bem delineados durante os dois meses e meio que estive fora de Cascais (and again: thank you so, so much!!! Your the best!!!)... Voltei para Cascais há cinco meses e nada. Ainda não mudei nada. Ando distraída, é o que é! Com o quê? Hum, com nada e... com tudo! Tudo serve de desculpa para não enfrentar a Vida e retomar o plano inicial. Portanto, minhas caras amigas informo-vos que este será, durante os próximos tempos, o último fim-de-semana de desbunda! (e que fim-de-semana temos nós programado! UI!) Não se preocupem que não vou desaparecer como antes. Teremos sempre um cafézinho, vários telefonemas e um cinema ou outro, mas mais nada... Preciso urgentemente de reorganizar as ideias e principalmente dar-lhes vida!!!... concentração, preciso de muita, muita concentração!!!... começarei hoje, retomando as minhas caminhadas à beira-mar em vez de duas horas de ginásio rodeada de testosterona... tanta testosterona distraí-me!!! E o mar acalma-me!!!... especialmente se for verde...

quarta-feira, setembro 29, 2010

... é tão simples quanto isto...

... tu dás, eu dou... tu ignoras-me, eu esqueço-te...

... e se eu um dia...

... escrevesse uma carta de amor, talvez fosse assim:

Meu Amor,

Espero que estas palavras sejam céleres como o vento e que com a urgência de um respirar depressa te encontrem. E te beijem. Depositem em teus doces lábios mil e um saudosos beijos.
Meu Amor, quando partiste levaste um pedaço de mim e desde então nada mais faz sentido. Os dias confundem-se com as noites e não passam de meros algarismos que risco ansiosamente no calendário. As noites passo-as olhando o céu estrelado pela janela, tentando imaginar o que possas estar fazer. Espero que também estejas a pensar em mim. A nossa cama parece ainda ter o teu cheiro e teu calor e visto uma camisa tua para te sentir ainda mais perto. Abro o armário e percorro o resto tua roupa e sinto a tua pele macia. Cheiro o frasco do teu perfume. Beijo aquela tua fotografia e aperto-a junto ao peito...
Meu Amor, morro de saudades tuas e assim não sei viver. Tento compenetrar-me noutras coisas, mas tudo te traz a mim. Aquela música, aquele cheiro. O dia, a noite, o sol, a lua, a chuva, o vento, o calor, o frio. Estás sempre presente em mim, no meu corpo, no meu pensamento... fazes-me tanta falta!
Meu Amor, espero que estejas bem e não te esqueças que: te adoro, te quero, te desejo, te sonho... que és lindo, fantástico, que te quero mais do que tudo... que és o Homem da minha vida!
Meu Amor, escreve-me depressa que sinto falta das tuas palavras, do teu carinho, do teu Amor!


Um beijo grande desta tonta que te ama muito e espera ansiosamente pelo teu regresso... Amo-te!

... sim. Se eu um dia escrever uma carta de Amor, será assim...

... concluindo...

... Homens com garra PRECISAM-SE!!!... e mães: PAREM de mimar os vossos filhos! Lembrem-se que um dia eles serão homens, namorados, maridos e que não quererão tê-los no vosso colo a chorar, porque uma mulher lhes deu um desgosto, porque, pura e simplesmente, vocês não os deixaram crescer... e homens, Homens: nós apenas queremos que nos amem. AMEM! Percebem? Não precisamos, nem queremos que nos compreendam. Apenas queremos que nos aceitem. Com toda a nossa loucura, insegurança, ciúme, possessividade. Que quando se depararem connosco aos prantos perante um armário vazio, porque deixámos de fumar e de repente engordámos dez kilos e nos achamos feias de gordas e não temos nada para vestir, nos abracem. Não nos digam: estás tonta? Não vês que estás melhor assim? Estavas tipo escanzelada! Agora sim, já tenho onde agarrar! Pára de chorar e veste qualquer coisa! Vá! Anda! Não digam nada! Abracem-nos! Apenas abracem-nos com força até pararmos de chorar e enxuguem-nos as lágrimas e digam que nos amam. Que quando chegarmos a casa com aquele corte de cabelo radical, em vez de nos dizerem: hum, foste ao cabeleireiro! e perante um: gostas?, nos passem a mão pelo cabelo e digam: oh, vou ter saudades de te fazer festas nos teus cabelos compridos que adoro, em vez de: pareces uma Maria-Rapaz! . Que aceitem que gostemos que olhem para nós e por isso nos produzimos da cabeça aos pés, passando várias horas a escolher a roupa, a maquiagem, os sapatos (ai os sapatos!). Que sim, que adoramos flirtar com o empregado do restaurante onde vamos almoçar todos os dias, só porque é um miúdo giro, ou com o tipo do ginásio, só porque é um pintas e achamos inacreditável a sua lata. Que façam o esforço de uma vez por mês, não ligar aos insultos que proferimos da boca para fora e nos mimem dando-nos chocolates (mesmo sob a dura pena de um: tu queres é ver-me gorda!), fazendo festinhas na barriga, dando-nos drogas e sacos de água quente. Que morremos de ciúmes das vossas amiguinhas, especialmente daquelas que não conhecemos e que têm o hábito irritante de vos dar um grande abraço, seguido de um repenicado beijo na cara, só porque já não vos vêem há imenso tempo. Aí meus caros, só têm de, depois de serem efusivamente cumprimentados pela dita cuja, vulgo vaca, de nos darem a mão, ou nos porem o braço na cintura e nos apresentarem à fulana. Se vocês para nós são lindos e fantásticos, também, na nossa cabeça, são para as outras. Que sim, nós gostamos muito de presentes (excepto flores fora das datas, tipo aniversário e dia da mãe. É sempre suspeito e sinónimo de asneira), mas gostamos muito, mas muito mais de um telefonema a meio de um dia de intenso trabalho, em que nos dizem: liguei só para te dizer que te amo e que não vejo a hora de chegar a casa! Que apesar de as PDA serem do mais piroso que há, de vez em quando, mas só de vez em quando, é bom sentirmos uma mão que procura a nossa enquanto caminhamos na rua, ou um beijo roubado no meio do supermercado... Bem, poderia redigir um completo manual de instruções, mas preciso apenas que vocês homens percebam que quando olham para nós e nos vêem um brilhozinho nos olhos, que quando vos abraçamos sem querer largar, que quando nos enroscamos em vocês para dormir, ou apenas entrelaçamos os dedos, porque é Verão e está muito calor, que quando vos dizemos: AMO-TE!, é porque vocês são O HOMEM DA NOSSA VIDA e não queremos mais nenhum, nem mesmo puto giro do escritório que passa o dia a dizer que somos fantásticas, lindas e inteligentes... 

terça-feira, setembro 28, 2010

... just wanna be gay!...

... hum... pois, nem por isso! Mas de momento parece-me muito mais fácil ter uma relação com uma mulher, mesmo correndo o risco de que esta sofra terrrívelmente de TPM, do que com um homem! Os homens, no geral (e não falo só por mim!), têm-se revelado demasiado complicados e sem o mínimo de frontalidade ou iniciativa. Não são capazes de tomar decisões e estão sempre, mas sempre à espera que sejam as mulheres a ditar as regras do jogo e com mil e um rodeios e frases do género: mas e tu, o que queres? ou,  faz o que te apetecer! (até no trabalho ouço esta!Irra!)... mas afinal o que pretendem? Que façamos o que realmente nos apetece para depois nos porem a culpa em cima se a coisa não correr bem, é? Será que ao fim de tantos anos ainda não sabem que somos exageradas por natureza, inseguras, ciumentas e possessivas? Será que ainda não aprenderam que aquilo que mais queremos num homem é segurança, confiança? Ora, um homem que não sabe o que quer, que dá mil e uma voltas, que envia mil e uma sms e outros tantos mail's para combinar um encontro, o qual acaba sempre por ser decidido por nós,  ou que não tem coragem para dizer o que sente, ou ainda pior, não tem coragem para acabar uma relação na qual vive sufocado há anos, nÃo é um homem seguro e confiante! A frase que mais tenho dito ultimamente é: mas afinal o que queres?... onde? Mas onde é que se enfiaram aqueles homens que nos agarravam e olhavam-nos nos olhos como se o resto do mundo não existisse e diziam: quero-te! (mesmo que não fosse verdade e nós sempre sabíamos!)...

... "acho que devíamos dar um tempo"...

... nunca percebi bem o que isto quer dizer. A mim mais me parece uma falta de coragem imensa de se acabar, pôr um fim, dizer que se desiste... dar um tempo, nada me soa mais cobarde!...

sexta-feira, setembro 24, 2010

... OMG! PRECISO TANTO DE UM NOVO ANO...

... preciso urgentemente começar do zero! Preciso urgentemente de um novo ano!!!... Este ano tem sido uma autêntica desgraça! Ok, ok! Até tenho desculpa para andar tão aérea. Esta coisa de sobreviver sozinha não é nada, mas mesmo nada fácil e passo dia a dar mais atenção aos meus problemas do que ao trabalho! Este mês então tem sido terrível! Depois de um mês de férias e completamente off (ou quase), consigo agora ver com clareza como estava exausta e distraída. Tenho muito, mas mesmo muito trabalho para recuperar, asneiras para emendar. SHIT! Mas onde é que está a pessoa mais organizada que conheço? Será que a deixei com ele? Se sim, quero-a de volta!!! Agora!!!... não gosto nada desta tonta que se põe a cometer erros como um mero ser humano... PRECISO DO MEU ROBOT DE VOLTA

... sim...

... confesso, às vezes também penso nisso. Penso como seria. Como seria bom. Penso em como seria feliz... mas não penso assim, do nada. É algo que tem de ser induzido. Não faz naturalmente parte de mim, como em maioria das pessoas. Porquê? Não sei. Só sei que logo apago a hipótese... para quem começou do fim, jamais haverá um princípio...

... é a milésima vez...

... que lá vou, que lhe tento dar um sentido, que tento perceber o que significa... nada... começo a sentir-me muito burra, muita cega... muito feita de parva...

... chegou o Outono com todo o seu esplendor...

... (blhec!!!)... acompanhado da chuva, frio (mas não o suficiente para usar a fantástica roupa de Inverno) e dias cinzentos de luz estupidamente branca (o que me provoca inexplicáveis enxaquecas! SHIT!). Vejo-me obrigada a guardar as sandálias, as mini mini-saias, os mini mini-vestidos e (aqui é que dói!) os bikinis e as havaianas! Já não está calor para lavar a alma em água salgada depois do trabalho. As minhas sardas já hibernaram e voltei à cor: branco mais branco não há. Acabaram-se as noites de palheta, porque não se consegue dormir com o calor e a única coisa que refresca é uma (várias!) boa mini e dois dedos de conversa e com a quantidade completamente abSurda (!) de comida que tenho ingerido nos últimos dias, poder-se-ia dizer que ando a armazenar para o Inverno. A minha balança pensa o mesmo e o meu roupeiro também, passando a autorizar-me apenas o uso de roupas largas de cores sóbrias e ténis (e voltamos ao mesmo! Ainda não está frio o suficiente para usar as fantásticas botas de Inverno. Baaaahhhh). É oficial, estou deprimida! Detesto esta época de meio termo e estou pronta para hibernar junto com as minhas sardas!!!... (o único consolo é aquela super cosy feeling quando acordo e ao sentir o arrepio de frio típico das manhãs de Outono, me enrosco mais um pouco no edredon. O Verão não tem cosy feelings.)...

quinta-feira, setembro 23, 2010

... hoje procrastinei em blog alheio...

... como diz uma amiga e... não há waterproof makeup que resista quando me lembro de ti... és de facto o meu maior falhanço! A única "coisa" que lamento! Profundamente! Do fundo do coração! Com  toda a dor que isso implica! Só te posso dizer que lamento muito e espero que um dia me perdoes... eu já te perdoei...

quarta-feira, setembro 22, 2010

... para já...

... bastava-me existir... poder respirar o mesmo ar, ter um lugar, um nome, uma cara... e depois?! E depois, não sei. Logo se vê. Não é importante. Para já. E além disso, não tenho pressa. Deixei de ter pressa de viver... só de sentir...

...

... hoje estou francamente irritada!!!...

... com o mundo em geral e contigo em especial... quero muito voltar a dizer que te adoro... que te quero... que te desejo... que te sonho...

segunda-feira, setembro 20, 2010

... a retomar velhos hábitos II...

... sair a correr do trabalho e enfiar-me no cinema... http://www.laffairefarewell-lefilm.com/... adorei ver o Kusturica como general do KGB (quero tAnto que dancem assim comigo!!!) e apaixonei-me pelo "Pierre"... e melhor ainda... sala só para mim com direito a não ter intervalo... e viva o cinema europeu!...

domingo, setembro 19, 2010

... hoje é dia...

... de fada do lar, de tratar de mim, de ouvir música, de ler... de jiboiar... de me deitar na cama acabada de fazer de lavado, olhar pela janela o céu azul e sonhar... morrer de saudades tuas e desejar que aqui estivesses... sim. Ainda tenho saudades tuas. Não sei por quanto mais tempo, mas ainda tenho saudades tuas... Sabes, a saudade alimenta-se da memória e a memória dos momentos vividos, dos sons, dos cheiros, das imagens... e na ausência, a memória, alimenta-se de palavras... ditas, escritas, sentidas... se não for alimentada, a memória dá lugar ao esquecimento e o esquecimento não alimenta a saudade... a saudade morre... e dás por a pensar: "este cheiro lembra-me alguém, mas não sei quem"... 

sábado, setembro 18, 2010

A paixão morreu

Aqui apenas resta desejo.
A paixão, essa,
O mar, outrora calmo,
Revolto levou-a.
Afogou-a dentro de si.
Matou-a!

A praia e o mar

Desde sempre o mar
Banhara aquela praia.
Um mar verde cristalino
Numa praia de alva areia fina.
Todos os dias, cedo pela manhã,
O mar acariciava a praia
Para a acordar.
Todas as noites lhe dava
Um doce beijo
Para a adormecer.
Por vezes o mar sentia
Que a praia estava triste e só
E transformava-se em grandes ondas
E com força vinha até à praia
Para lhe dar alento.
Mas um dia o mar deixou
De banhar aquela praia.
Deixou de a acariciar.
Deixou de a beijar.
Deixou de lhe dar alento.
Um dia a praia desapareceu.

Sabor

Quero provar-te!
Quero conhecer o teu sabor!

Imagino a tua pele com
O sabor salgado do mar,
A tua boca como um
Aveludado praliné de avelã
E na tua língua
O sabor ácido da lima.

Nos olhos, gestos, voz
Tens o doce sabor a mel...

... a desmotivação...

... mata-me!!!... deixa-me sem ar, tira-me a força, a vontade... provoca o esquecimento, a ruptura... o fim...

sexta-feira, setembro 17, 2010

... ♥ tiger man...

... a voz...

... nesse dia amanhecera sorridente. Estranhou. Ultimamente não tinha motivos para sorrir. Ao rever mentalmente o seu plano diário, lembrou-se porque sorria: a voz! Prontamente se aprumou. Ao abrir a porta sentiu um frio no estômago, as pernas a tremer, tal como ficara no dia anterior ao ouvir aquele "estou?!...". Saiu.... "olá", nem precisou dizer quem era. Reconhecera-o pela voz. Uma voz indescritível que agora se materializava com um sorriso no olhar (como era possível um olhar sorrir assim?!!!)... quanto mais ele falava, mais ela tentava não ouvir. Quanto mais ele procurava o seu olhar, mais ela fugia... "cala-te! Não me olhes assim!", pensava, enquanto controlava o seu instinto animal, a vontade de saltar por cima da mesa e de o ter logo ali...

Incontrolável

O desejo de te agarrar,
Beijar, lamber, morder
Os teus carnudos lábios!
Passar a língua pelo
Teu esguio pescoço,
Até esses lóbulos perfeitos!
Essas cartilagens morder
Como se de doces se tratassem!
Incontrolável (!)
É esta vontade de te ter…

Chocolate

Sorriso de trincar.
Voz de vibrar.
Olhar de corar.
Que segredos
Terá esse ar
De miúdo reguila?
Que tanto cai,
Esfola os joelhos
E te corre para o colo,
Como salta
Do penhasco mais alto
De cabeça para o mar
E enche o peito
Para te agradar.

...

... aqui há uns tempos...

... disseram-me: "não estou disposto a mendigar amizade!"... pois... eu também não...

terça-feira, setembro 14, 2010

... nem sabia o que sentir...

... estaria zangada?... talvez... irritada, magoada, desprezada... esquecida... surpresa... estava sem dúvida alguma confusa! Confusa, sim!!Estava confusa!!!... não conseguia perceber o porquê daquela reacção... ou da não reacção, ou de tudo o que se passava e especialmente do que não se passava... pela primeira vez ficara sem palavras... sem sentimento... sem definição... apetecia-lhe fazer como quando era miúda e tinha um monstro debaixo da cama... enrolava-se toda, como um caracol, debaixo dos lençóis e quase sem respirar, esperava que ele fosse embora... porque os monstros vão sempre embora, não vão?!...

... completamente rendida!!!...

JOHNWAYNES LIVE ao vivo :: Concertos Central Musical

sexta-feira, setembro 10, 2010

... a minha mais recente paixão...

... ♥...

... embora sem certeza...

... no fundo ele sabia, sentia... sentia que aquele corpo não era só dele. Que nas suas longas ausências ela a outros se dava... ele fingia não se importar, ela fingia que ele não sentia... desde cedo ela aprendera a separar o corpo do coração, dos sentimentos, das emoções e os outros não passavam disso mesmo, de corpos onde ela saciava o seu desejo. Não passavam de meros entreténs onde fingia não gostar dele, onde fingia não se importar com a sua ausência... saciava o seu desejo... mas não o seu coração. O coração, esse, só a ele pertencia, só ele o conseguia satisfazer. Só ele tinha a chave, o segredo da combinação. Só ele o conseguia abrir. Só a ele, ela se revelava... terna, meiga... assim... a sua eterna apaixonada... só a ele, ela queria no seu todo... com corpo, alma e coração...

quinta-feira, setembro 09, 2010

... e ela riu..

... finalmente estavam juntos... após mais uma longa ausência... finalmente ele beijou-a... ele beijou-a e ela riu... não sabe porquê, mas riu. E quanto mais ele a beijava, mais ela ria. E quanto mais ele lhe perguntava porque ria ela, ela ria com mais força, com mais vontade, com mais corpo, com mais alma...de repente os olhos dela encontram os dele e parou de rir... finalmente percebeu porque tanto ria... ria, porque estava feliz. E estava feliz, porque ele estava ali... há muito que não se ria assim... com um riso tão satisfeito, tão preenchedor, tão libertador... tão apaixonado... o êxtase afastou-lhes os corpos suados, o sono entrelaçou-lhes os dedos... quando o sol acordou, ele de novo partiu... e ela de novo chorou...

Verde mar

Posso voar por céus azuis.
Aquecer-me em dourados sóis.
Saciar-me com o mais doce chocolate.
Mas voltarei, volto sempre a ti...
Meu verde mar...

quarta-feira, setembro 08, 2010

... o porquê do impossível?...

... por isso mesmo. Porque é impossível. Porque se fosse possível, já não poderíamos usar a desculpa do: "desisti porque era impossível!"...

... porque o mundo...

... só tem a importância que lhe damos...

... a todos...



... aqueles que pensam ser o umbigo do mundo, donos e senhores de toda a razão, de toda a verdade, de uma moral inabalável com telhados de aço. A todos aqueles que olham de lado, de alto a baixo e julgam sem terem coragem de olhar de frente, de enfrentar. A todos aqueles que dizem o querem da boca para fora sem pensar nas consequência das suas palavras, dos seus actos, que se esquecem que os outros também sentem, também choram. A todos aqueles e a estes e a esses também... A todos os outros. Aos que gostam, aos que amam, aos que se preocupam, aos que tentam, aos que sorriem, piscam o olho, olham duas vezes, três, quatro, aos que nos fazem sentir bem, vivos, felizes, a todos esses um thank you very much and I love you all... I always be here for you...