sexta-feira, abril 30, 2010

... eu... estranho...

Por ser estranho
A naturalidade da
Minha presença
No teu leito.
Por ser estranho
Te gostar,
Te pensar,
Te sonhar,
Ao fim de tanto tempo.
Por ser estranho,
Me estranho.
Estranho este
Meu descontentamento…

quinta-feira, abril 29, 2010

Manhãs

Deitada na cama
Olho o espelho
E lembro-me
De como nele te olhas,
Te penteias, te aprumas…
Lembro-me de como gosto
Das manhãs em que, depois
De me teres, preguiçosamente,
Mas sempre com pressa,
Te levantas, tomas banho,
Te vestes… e eu…
E eu na cama, deitada,
A observar-te…
Observo cada movimento,
Cada gesto, cada palavra,
Como que a estudar-te,
Como que a certificar-me
De és tu que estás ali,
À minha frente…
E só quando já estás a sair
É que calmamente me levanto
E também eu me preparo
Para mais um dia…
Gosto das manhãs em que
Fico na cama a olhar-te.
Gosto de te olhar…

segunda-feira, abril 26, 2010

Alma

Cedo aprendi a dura realidade
Da palavra Responsabilidade.
Nem criança me deixaram ser.
Não me ensinaram a viver,
A saborear, a desfrutar.
Fui apenas e só
Ensinada a sobreviver,
A reprimir os sentimentos,
Porque o mundo é dos duros
E os duros não sentem,
Não choram, não amam.
Cedo envelheci.
Hoje o espelho reflecte
Uns cabelos desalinhados
Emoldurando um rosto,
Ainda que jovem, pálido
De olheiras negras, profundas,
Olhos tristes e sem esperança

Sou um rosto jovem
De alma velha…

domingo, abril 25, 2010

O que fazer...

... quando até um telefonema de um amigo nos faz chorar? Nos deprime ainda mais? Nos lembra do que não temos? Do que não somos? De que aquilo que tínhamos e éramos, era mau? De que perdemos tempo a tentar viver a vida dos outros? Do que temos agora mau é? De que ainda temos um longo, pesado e sofrido caminho a percorrer? Telefonaste-me para me falar de ti. Do que se passa contigo e acabámos por falar de mim. Era inevitável... Como sempre tentaste-me animar, dar força... Agradeço-te do fundo do coração. És dos poucos que restam... Dos bons... Diz-se que só faz falta quem está, mas os que não estão também me fazem falta, também tenho saudades deles. Sinto com pesar o seu afastamento e não consigo perceber o porquê... Amanhã começa mais uma semana. Mais uma. Já se passaram tantas e não há meio de ver o fim... ou o começo... Não quero mais uma. Já não tenho forças. Quero ficar debaixo dos lençóis do meu refúgio e só acordar quando tudo tiver passado. O que fazer quando já não se tem esperança? Quando já não se tem vontade? Quando tudo nos parece não fazer sentido? Quando já não há razão para continuar? O que fazer???

Porque

Porque às vezes se prevê demasiado complicado,
Porque às vezes se prevê demasiado sofrido,
Porque às vezes, mesmo antes do começo, se prevê o fim,
Porque às vezes é melhor nem tentar,
Porque às vezes é melhor não agarrar,
Porque às vezes é melhor deixar passar...
Há que olhar para outro lado,
Há que procurar outro olhar.

O que me resta

Até poderia declarar-me,
Confessar-me completamente,
Loucamente, estupidamente,
Apaixonada por ti.
Até poderia dizer que te amo.
Amo-te!

Mas de que adiantaria?!
Se eu para ti não existo…

Esquecer-te.
Esquecer-te é tudo o que me resta!

sexta-feira, abril 23, 2010

... esta noite...

... porque esta noite, mais do que em todas as outras noites... porque esta noite sinto mais a tua falta... porque Nina és tu...

quarta-feira, abril 21, 2010

"Rir pra não chorar"

"Deixe-me ir, preciso andar Vou por aí a procurar Rir pra não chorar Quero assistir ao sol nascer Ver as água dos rios correr Ouvir os pássaros cantar Eu quero nascer, quero viver Deixe-me ir preciso andar Vou por aí­ a procurar Rir pra não chorar Se alguém por mim perguntar Diga que eu sai vou voltar Quando eu me encontrar Quero assistir ao sol nascer Ver as águas do rio correr Ouvir os pássaros cantar Eu quero nascer, quero viver Deixe-me ir preciso andar Vou por aí­ a procurar Rir pra não chorar"

À Toa

Já não sei…
Se vá,
Se corra para bem longe!
Se fique.
Se fique aqui mesmo.
Se fale,
Se grite, ou…
Se me cale…
Se ria,
Se chore,
Se ria para não chorar…
Se agarro,
Se deixo ir…
Se me deixe ir…

Perdida…

Encontra-me!

terça-feira, abril 20, 2010

Honey Bunny


Esta noite, ao deambular
Encontrei esta música…

De imediato sorri,
De imediato me arrepiei…
Lembra-me de ti,
De como me amavas,
De como me desejavas…
Nunca.
Nunca ninguém
Me desejou assim,
Nunca ninguém
Me amou assim…

Ai como também
Eu te desejei,
Como te queria
E como foi bom
Aprender a amar!
Tu. Foste tu o único
A conseguir lá chegar
Ultrapassando e desfazendo
Todos os muros, receios e convicções,
Com mestria, paciência e muito amor
Tomaste conta de mim,
Ensinaste-me o que é,
Como é amar e ser amada…

Sim. Amei-te.
Amei-te muito!
Hoje não. Hoje já não te amo.
Há muito que não te amo.
Há muito que não amo de todo…
E tenho receio de nunca mais o fazer. Muito.
Gostava que estivesses aqui
Para me convencer, assegurar
De que estou errada,
De que, tal como tu
Uma noite, me encontraste
Perdida na Vida…
Também eu irei
Encontrar um outro alguém
E que de novo irei
Amar e ser amada…
De ti guardo um especial carinho
E uma imensa saudade
De um bom amigo…

Mudaste-me. Hoje sou melhor…

segunda-feira, abril 19, 2010

"Dou por mim a suspirar por teus olhos verde mar..."

"... é mais fácil perceber como voa um avião, é mais fácil antever a chegada de um tufão, do que achar no manual, instruções para deslindar, os novelos da paixão..."

Procura-se

Procuro um cérebro
Com dois dedos de cara!

Procuro um cérebro
Que não seja
Nem muito alto,
Nem muito baixo,
Nem muito gordo,
Nem muito magro.
Que não seja muito novo,
Mas, também, não muito velho!
De cabelos negros, barba rala
E olhos claros…
Verdes, talvez… verde mar…
 Procuro um cérebro
Que goste de ler,
De me ler,
De música, muito,
De cores, imagens e sabores!
Procuro um cérebro
Que me faça sorrir, rir
Gargalhar e vir!
Procuro um cérebro
Que me faça sonhar, desejar,
Apaixonar, amar!

Procuro um cérebro
Com dois dedos de cara!
Haverá algum por aí?!

Devaneios

Estes são os devaneios
De noites mal dormidas,
De dias mal acordados.
De uma mente, cansada e exausta,
À beira da demência,
Que nestas páginas em branco
Encontra o seu único escape…
E escrevo, escrevo, escrevo
E não param!
Estão em todo o lado.
Na cama, no banho,
No trabalho, no carro.
Fazem-me mudar de rumo.
Tomam conta de mim,
Do meu pensamento,
Do meu sono,
Do meu sonho…
E escrevo…

Divago

Em noites de insónias e não só,
Também em dias claros e soalheiros,
Ou feitos de cinza e chuva,
Como têm sido,
Divago…

Divago por um mundo de sonho e gosto.
Apraz-me ser de fantasia e ilusão.
Por lá me perco.

É duro, muito duro e doloroso
Quando acordo,
Quando volto à realidade,
Ao agora,
Ao aqui…

Gato


Gostava de ser um gato!
De me deitar na janela,
Ao sol da manhã
E ficar a ver as pessoas passar…

Gostava de ser um gato
E ter quem tomasse conta de mim.
Alguém que me afagasse o pêlo,
Me desse colo,
Me fizesse festas atrás das orelhas…

Se eu fosse um gato
E se tu me desses colo,
Ronronaria num tom suave
Para te acalmar,
Fazia-te companhia nos dias sós,
Aquecia-te nas noites frias…

Gostava de ser um gato
E tu o meu colo…

domingo, abril 18, 2010

... eu... descanso...

Marselha, França

Deito o corpo exausto
Na cama fria e vazia…

Tento relaxar,
Tento desligar,
Mas em vão!

O pensamento não pára,
Os sentimentos são mais que muitos!
Não permitem!

Preciso parar,
Preciso desligar,
É urgente!

Mas não consigo!
Tenho a cabeça a mil!
Fecho os olhos e
Mil imagens,
Mil ideias,
Assaltam-me a mente
E sinto-me a enlouquecer…

Preciso parar,
Preciso desligar,
É urgente!

... eu... racionalizo...


Estudo,
Meço cada milímetro,
Peso cada grama…
Valorizo,
Desvalorizo,
Apago,
Anulo…
Volto ao zero,
Volto ao nada,
Do nada sou,
Nada sou,
Sou zero!

... eu... desespero...

No limite...

O corpo não quer,
A mente vagueia...
Nada me alegra,
Nada me faz sorrir...
Nem tu...

Quero muito
Baixar os braços!
Quero muito desistir!

O orgulho...
O orgulho não o permite.
É o único que subsiste
E a ele me agarro
E num último fôlego continuo...

Sem forças, nem vontade,
Sem porquê,
Mas continuo...

No limite...

Sempre

Sou uma insatisfeita!
A eterna insatisfeita!

Quero sempre mais!
Mas não o material.
Já te disse que não é isso
Que me move…

Quero sempre mais!
Mais imagens,
Mais cheiros,
Mais sabores,
Mais sons…
Mais desejo,
Mais paixão,
Mais amor…
Mais riso…

Quero mais riso!
Quero me rir mais!
Rir até não poder,
Dançar até cair para o lado,
Ouvir, ver, ler até adormecer…

Quero!
Quero sempre mais!
Quero mais de mim!
Quero dar mais de mim!
Quero mais de ti!
Quero que me dês mais de ti!
Quero!
Quero sempre mais!
Quero-te a ti!
Quero que sejas o meu mundo!
Quero que sejas o meu riso!
Quero que sejas o meu ar!
Quero que sejas o meu respirar!
Quero!
Quero!
Quero começar por mim!
Quero acabar em ti!

Acabo sempre em ti!
Por muitas voltas dê,
És, foste, serás tu…
Sempre tu!

Para já

Um dia.
Um dia paro.
Um dia deixo.

Para já…

Gosto.
Gosto muito.
Adoro.

Um dia confesso…

Poeta, não sou


Dizem que o poeta
É um fingidor…
Ainda bem que
Não sou poeta!

Quero, preciso
Que acredites, sempre,
Naquilo que digo,
Naquilo que escrevo.
Preciso que tu acredites
Em mim!

O que te quero dizer

Não!
Não é verdade!
Não está sozinho!

Eu estou aqui!
Eu existo!
Eu!

Sou eu quem te quer!
Sou eu quem te deseja!
Sou eu quem te sonha!

Vem!
Deixa-me amar-te!
Mesmo que não me ames,
Vem!
Deixa-me tentar fazer-te sorrir!
Vem!
Agarra o meu coração!
Segura-o bem e vem!
Vem e ele será para sempre teu!
Eu serei para sempre tua!

... eu... esqueço...

Estou aqui...
Sempre estive...
À tua espera...

E sei... bem sei que não
É por mim que o
Teu coração suspira...
Pena...

Mas não sei como te esquecer,
Como não me lembrar,
Como não sentir saudades...

Um dia aprendo
E esqueço-me de ti...
Para nunca mais me lembrar...
Pena...

Começar de novo

Nunca conseguimos
Recomeçar do zero!

As memórias não o permitem.
Estão sempre lá,
Fazendo questão de nos lembrar da dor.

Gostaria de poder recomeçar sem
Estar, ser influenciada
Pelo meu passado, pela minha dor,
Porque mesmo que não
O projecte no meu futuro
Será sempre ele o decisor.

Não gosto do passado,
Do meu passado…
É demasiado escuro e doloroso.
Quero apagá-lo,
Quero esquece-lo,
Quero recomeçar,
Começar do zero!

... eu... volto...

Vou-te conhecendo
Pela boca dos outros,
Pelos seus olhos,
Pelos sabores e cheiros
Que me trazem qual
Tesouros preciosos
Guardados em caixas…

Arrancaram-me de ti
Sem opinião pedir
E não mais me deixaram regressar,
Mas uma dia,
Um dia voltarei a ti
Para te conhecer,
Para conhecer os teus encantos
E os teus desencantos, também…
Que sei serem muitos.
Tal como eu, também
Tu tens sido magoada,
Ferida, lá, onde mais dói,
Na tua existência,
No teu ser…
E foste tripudiada,
Ignorada, abandona, esquecida,
Não ouviram o teu grito
Desesperado, sofrido
De quem quer apenas ser amado.

Um dia voltarei a ti!
Espero que me recebas
De braços abertos
E juntas possamos descobrir
A minha, a tua, a nossa
Existência…

Principessa

Loja de Chapéus, Marselha, França


Porque a Vida acontece
Há muito que não nos vemos…

Hoje é o teu dia.
Estás quase uma mulher,
Mas ainda me lembro de ti
Tão pequenina…

Cabelos escuros,
Olhos grandes, redondos,
Quase negros,
Meigos, profundos,
Sorriso suave,
Nariz arrebitado…

Tenho tantas e tão
Boas memórias tuas,
Mas a que guardo com mais saudade,
É o teu riso…

Tenho saudades do teu riso,
De como com ele,
Com o riso inocente de um bebé,
Te fazias anunciar…
Assim que te ouvia, já sabia que
Não mais teria descanso,
Não mais conseguiria ler,
Apanhar sol, dormir…
E ai como era bom…
Ficávamos horas dentro de água,
Tal e qual dois peixinhos…
Riamos, gargalhávamos,
Contávamos histórias…

Lembro-me do dia em que tu,
Muito surpresa contigo mesma,
Realizaste: “Ah! Tenho tanta sorte!
Tenho duas mães: a mãe querida (eu)
E a mãe fantástica (a tua)”…

Se sempre me surpreenderas
Com a tua sensibilidade,
Perspicácia, inteligência…
Se sempre me deras uma vontade,
Imensa, de ser mãe… tua mãe…
Nesse dia, com a inocência
Da criança que diz o que lhe vai na alma…
Nesse dia tomas-te conta, por completo,
Do meu coração…

Ai como eu gostaria
Que tivesses nascido de mim!

Sei que não te digo,
Mas todos os dias
Morro de saudades tuas,
Todos os dias
Morro de pena de não
Te ver crescer…

Hoje é o teu dia!
Parabéns minha querida
Principessa…

... eu... espero...


Olho pela janela,
Mas não te vejo,
Olho para o telefone,
Mas não toca,
Abro o correio,
Nada...

Assim passo...
Dias, semanas,
Meses, anos...

Ainda tenho esperança
Que um dia chegues...
Ainda tenho esperança
Que um dia me deixes
Te amar...

Regras

Não gosto!
Mas tenho…
Muitas!

Tem de ser.
São elas que me mantém sã,
Que me alimentam o corpo
Que não pode viver só de sonho…

Ah… mas um dia…
Um dia quebro-as todas,
Mando-as à merda
E entrego-me à loucura!

... eu... arrependo...

Pressionada pela Vida
A ti me cedi…

Ai, como errei nesse dia!
Nesse e em todos os
Que a ele se seguiram…

Já errei muito nesta vida,
Mas só tu me fazes
Querer voltar atrás!

Ai, como gostaria de ter sido mais forte,
De não me ter deixado levar pela solidão,
Como gostaria de não me ter cedido!

Erro!
Tu és o meu grande Erro!

Errei quando cedi,
Quando deixei
Que me tivesses,
Me mudasses,
Me sufocasses,
Me anulasses…

E hoje,
Hoje ainda erro!
Permitindo que me
Dês medo de errar de novo…
Como fiz contigo...

... eu... realizo...

Chego… mais uma vez,
Sem esperança, triste,
Cansada, desiludida,
Com a Vida,
Com quem me diz amar
E tu, com a tua
Serenidade, respondes:
“É tudo uma questão de prioridades”

Pois foste tu e estas
Tuas palavras,
Sem saberes
E eu também,
Até hoje,
Até este preciso momento,
Os impulsionadores
Da minha mudança,
Da minha libertação!

A ti vergo a minha cabeça,
Em gesto de vénia
E te agradeço…
Obrigada!!!
Meus lindos Olhos Negros…

Saudade

Acho que sou
Feita de saudade!

Tenho sempre saudades…
De quem está longe,
De quem está perto,
De que já partiu…
De quem sou,
De quem fui,
De quem serei…
De sabores,
De imagens,
De cheiros…

Até tenho saudades,
Do que ainda não conheço
E de onde ainda não fui…

Ainda bem que sou portuguesa,
Porque saudade só existe em português,
Porque sou feita de saudade…

Escondes-te



Escondes-te na distância,
Nas palavras escritas,
Pensadas com cuidado
Para não ferir,
Mas, também, para não esperançar…

Para ti é fácil.
Sabes o que pensas,
O que sentes,
O que queres…
Sabes, também,
O que eu penso,
Sinto,
Quero…

Para ti é fácil,
Mas para mim não!
Para mim não é fácil!
A incerteza não é fácil!

Magia


Talvez tu, um dia,
Do mesmo modo
Que me fazes sorrir,
Talvez…
Possas curar as feridas
Ainda abertas
E elas sarem.
Talvez tu tenhas
Esse poder.
O poder de curar…

Presságio

Deveria ter adivinhado
O que a cor dos teus olhos anunciava…
Tempestade!
Olhos azuis acinzentados,
Olhos cinzentos,
Só podem anunciar
Tempestade…

... eu... estou...

Cansada,
Exausta!

Não há músculo, tendão
Neste meu pequeno corpo
Que não doa…
As mãos, essas, estão
Ásperas, inchadas
De tanto carregar,
Lavar, esfregar…

E num último esforço
Tento apanhar e colar,
Com minúcia,
Todos os pedaços
Da minha vida…
Para que não se vejam
As marcas e cicatrizes
Que de tão profundas,
Jamais poderão ser saradas.

Cansada e exausta,
Mas de alma lavada.

O cansaço também
Lava a alma…

Sono

Vem…
Tira-me os óculos da cara,
O livro das mãos,
Apaga a luz…
Deita-te a meu lado,
Aconchega-te em mim
E com o teu corpo quente
Vela-me o sono…

... eu... exagero...

Amor à primeira vista?
Não. Seria exagero da minha parte.
Paixão?!
Não. Exagero seria!

O que chamar quando se olha e…
Quero!!!
Desejo!
Foi desejo à primeira vista!

Ai como o desejei ter!
Ali, naquele primeiro olhar!
Como o desejei tocar,
Sentir,
Cheirar…

Ai e como ainda o desejo!
Aqui, hoje, agora,
Passados tantos anos,
Desejo-o com a mesma intensidade
Do primeiro olhar,
Do primeiro beijo,
Do primeiro,
Do primeiro…

Ai como o desejo!
Como desejo o meu
Desejo à primeira vista!!!

Fui eu

Loja de Café, Bruges, Bélgica

Tenho um “bicho” dentro de mim!
Sinto-me fascinada pelo que é capaz!
Gosto do novo mundo que me dá a conhecer!

Ele sempre esteve dentro de mim,
Mas achava-o pateta
E adormeci-o.

Ele agora acordou.
Após anos de sono profundo.
Não sei porquê,
Não sei o que o fez acordar.

Ou então…
Ou então fui eu que acordei
E ele acordou junto comigo.
Fui eu que cresci, amadureci,
Me tornei mulher, adulta…

Tornei-me mulher adulta
De corpo e alma…

Tenho um “bicho” à solta dentro de mim…

Porque será?!


Ouço tantas vezes dizer:
“Esta noite sonhei que voava”…

Eu nunca sonhei que voava.
Porque será?!

Também gosto de voar
(pelo menos de avião),
Também gosto de olhar
O mundo de lá de cima,
De imaginar o que fazem
As pessoas lá em baixo,
Também tenho e, talvez demais até,
Desejo de liberdade,
De me soltar,
De voar mundo fora,
De o conhecer…

Porque será que
Nunca sonhei que voava?!

Dúvida

Não sei que segredos escondes
Por detrás desse teu olhar.

Não sei se quero saber.
Não sei se vou gostar.

E se não gosto?
E se me magoa?

Ou se gosto?
O que faço?

Se não gostar,
Choro, tento esquecer…
Procuro outro olhar…

Se gostar,
Ai, se gostar vou querer mais!
Quero sempre mais!

Não sei se estás preparado
Para me dar mais…
Estás?!

Silva Vermelho


Há pessoas que nos marcam,
Que deixam em nós profundas cicatrizes
Que jamais poderão ser saradas…

Infelizmente…
Quem me marca é
O sangue que me corre nas veias…

Não sei,
Nem saberei nunca
Como seria ter outro sangue…
Não me foi dada essa opção.
Gostaria de a ter tido.
Ao menos o erro seria meu.

Há sangue que
Não deveria ser misturado.
Há sangue que
Não deveria dar origem a outro sangue.
Há sangue que
Não deveria correr noutras veias!

Avestruz

De mãos nos bolsos…
Esta é a imagem,
A memória que deixas…

Pergunto se gostas de mim,
Respondes sim…
De mãos nos bolsos…

Pergunto o que estás disposto
A fazer para eu ficar,
Respondes o que for preciso…
De mãos nos bolsos…

É assim que levas a vida
De mãos nos bolsos
À espera que a inércia te mova

Pois não acredito na vontade,
No amor, na paixão
De quem me fala
De mãos nos bolsos!

... eu... durmo...

Deitada na tua cama
Olho o céu cinza.
Está frio lá fora
E não me apetece sair.

O frio dá-me preguiça…
Dá-me preguiça de viver…

A chuva não tarda a cair
E embalada na sua canção
De novo caio
Num sono profundo…

... eu... preciso...

Hoje o tempo não passa...

Ai!
Anda Tempo, anda!
Não vês que tenho pressa?!
Voa Tempo, voa!
Trá-lo para junto de mim!
Não vês que tenho saudades?!
E quando o trouxeres,
Pára! Demora-te!
As saudades são muitas
E preciso de tempo para o ter!

Hoje o tempo não passa...

Um dia

Um dia paro de pensar,
Um dia paro de resistir,
Um dia deixo-me levar…

Um dia confesso-me louca de amor,
Um dia confesso-me perdida de paixão,
Um dia digo-te que te amo...

Um dia olho-te nos olhos
E peço-te para seres meu...
Quero que sejas meu!

Assozinhada

“Assozinhei-me a um canto”
Escreve o poeta…

Assim o faço
Nas Minhas horas.
Assozinho-me a um canto.
No teu canto…

Gosto do teu canto.
Gosto que ninguém o conheça.
Aqui ninguém vem.
Aqui ninguém me incomoda.

Quando o dia acaba
Fujo para cá…
Venho depressa, rápido,
Entro, fecho, tranco a porta
E aí sim…
Aí, sinto-me segura…

Estou segura,
Assozinhada no teu canto…

... eu... penso...

Sempre…
A todas as horas,
A todos os instantes…

Ao adormecer,
Ao sonhar,
Ao acordar…

Em cada imagem,
Em cada som,
Em cada cheiro…

Trago-te sempre
No meu pensamento…

Porque por vezes

Complico o descomplicado,
Recuso-me a ver o óbvio,
Sofro por antecipação…
Muitas vezes em vão…
Desprezo quem me ama,
Quero quem não me quer,
Atrai-me o feio, o choro, a dor…

Porquê?

O fácil, o óbvio,
O bonito, a felicidade,
Quem não sofre,
Quem não chora…
Nada disso me
Parece real…
Se não tiver de lutar,
Não me parece merecido

Porque uma vida sofrida
Tem muito mais sabor…

Agora…
Diz-me que estou errada
E mostra-me, ensina-me
A saborear a Felicidade!

... eu... sorrio...

Ao ler as tuas palavras
Abre-se a gavetas das memórias
E lá encontro o teu sorriso…

É nele que me refugio,
É ele o porto de abrigo
Onde atraco os meus pensamentos
E busco motivação…

É ele que me dá alento,
Que me faz sorrir,
Que me faz querer!

... eu... venho...

Chegas sempre assim…
Como se nada fosse,
Como se nada quisesses…

Insinuaste…
Faço de conta que não percebo,
Que não conheço as tuas intenções…

De repente,
Agarras-me com força
Contra o teu peito,
Puxas-me o cabelo,
Mordes-me o pescoço,
Beijas-me a boca…
E brincas…
E demoraste…

Eu… tonta…
Deixo-me levar,
Deixo-me seduzir
Pelos olhos cor de mar,
Pelo teu sorriso rasgado…
E rendo-me…
Rendo-me aos teus
Encantos de bom amante…
Deixo que me tornes tua…

Por momentos esqueço tudo.
Todas as tristezas,
Todas as desilusões…

Concentro-me apenas em ti,
No calor do teu corpo,
No prazer que me dá…
Para depois,
Cansada e exausta,
Em ti me aninhar e sonhar…
Até de manhã…

Solidão


Seus braços são longos,
Suas mãos são fortes…
Suas garras penetram
Minha alma indefesa…

Em vão luto
Para me soltar
Choro, grito
Mas ninguém me ouve!
Ninguém vem em meu auxílio!

De corpo fraco,
Cansado, farto
Deixo-me ir,
Deixo-me levar…

... eu... contemplo...

Deitada no sofá do meu refúgio
Pela janela te olho…

Hoje estás grande, redonda.
Linda como sempre
Iluminas o céu escuro.
A tua luz hipnotiza-me,
Não consigo desviar o olhar…
E se esticar o braço
Quase te consigo tocar…
Sinto-me privilegiada…

Tal como o Sol,
Que me aquece a pele
E me faz adormecer,
Tu me aqueces a alma
E fazes-me sonhar…

Pois ficarei aqui deitada
A olhar-te e a sonhar…

... eu... exclamo...


Longe da vista, longe do coração…
Mentira!!!

Quando gostamos realmente de alguém…
E pode ser o nosso mais profundo amor
Ou a nossa mais pura amizade…

Quando gostamos, amamos realmente
Com todo o nosso corpo,
Sentimento,
Pensamento,
Desejo,
Sonho…

Quando amamos,
Podem passar dias,
Semanas,
Meses,
Anos
Sem nos vermos,
Falarmos,
Tocarmos,
Cheirarmos…

Quando amamos,
Podemos estar a quilómetros
E quilómetros de distância,
Do outro lado do Oceano
Ou no meio dele…

Quando amamos
Esse alguém está
E estará sempre
E para sempre
Perto, dentro
Do, no
Nosso coração…

Porque às vezes é assim…
Às vezes é a distância que nos aproxima,
Que nos une
É a saudade que nos alimenta…

Longe da vista, longe do coração…
Mentira!!!

... eu... sou...

by Me
Tímida, calada,
Ousada e desbocada…
Por vezes até provocadora…

Observadora… muito…

Tolerante com a vida,
Dela, de mim e dos outros
Exijo sempre mais!
Intolerante, muito, com as suas injustiças…

Orgulhosa e teimosa
Não cedo facilmente…

Ou amo ou odeio
Não gosto do assim a assim,
Do meio-termo,
Do morno…

Sem ambição desejo tudo,
Mas não o material.
Esse não me move.
O que me move é a curiosidade!
Tenho sede de saber,
De conhecer novos mundos,
Novas cores, sabores,
Cheiros, sons…
Caras…

Generosa, mas caprichosa
Muitos são os que me estranham e se afastam…
Não me importa.
Aos poucos que ficam
E se dão ao trabalho de me conhecer
A esses os brindo com a minha
Amizade e Amor incondicionais…
E aí sou amiga, companheira, amante
Maternal até…

Bonita e tantas vezes feia
Consigo ser bruta, fria e cruel
E muitas vezes sem razão, admito…

Feliz e tantas vezes infeliz…
Escura, sombria
Me escondo deprimida
No meu mundo
De fantasia e ilusão… 
Para logo a seguir
Aparecer de sorriso rasgado
Disposta a tudo…

Inconstante em meus
Sentimentos e emoções…
Nem sempre os compreendo!
Muitas vezes se demonstram antagónicos
Travando dentro de mim Longas e duras batalhas…

Confusa e decidida
Temperamental, com o sangue
Em constante ebulição, passo pela vida…
Tantas vezes incompreendida,
Tantas vezes amada e querida…

Tu


És a primeira imagem
Que me preenche o olhar…
Mas depressa… e triste…
Realizo que é apenas o teu retrato…

Triste me lembro que estás longe,
Que há uma enorme distância
Que nos separa!

Triste…
Realizo
Que essa distância
Não é apenas física,
Também o teu pensamento,
O teu coração
Estão longe de mim…

Então vagueio pela tua casa,
Pelas tuas coisas,
Pelo teu cheiro…

Deito-me…
Fecho os olhos,
Na esperança
De que ao menos
Nos meus sonhos
Me visites…
De que ao menos
Nos meus sonhos
Sejas meu…
Só meu!!!

... eu... pergunto...

Bruxelas, Bélgica

Mas afinal que sabes tu sobre mim???

Passo e não me reconheces,
Olhas-me e não me vês,
Tocas-me e não me sentes!
E por muito que eu fale
E grite
Não me ouves!!!

Mas afinal que sabes tu sobre mim?!!!

Não sabes,
Não conheces,
Os meus gostos,
As minhas paixões,
O meus sonhos,
Os meu desejos..

Mas afinal o que sabes tu sobre mim?!?!?!

Silêncio


Não dizes não…
Não dizes sim…

Escondeste na distância.

Tens medo?!
Eu também! Muito!!

Se for não,
Diz já!
Diz depressa, rápido,
Mas diz com certeza.

Se for sim
Di-lo e aí
Eu saberei esperar…

(Não) Traí

Estação de Comboios, Antuérpia, Bélgica

Não!
Não te traí!

Foi a mim,
Foi a mim que traí!

Meus sentimentos,
Meus valores,
Minhas convicções,
Minhas paixões…

Foi a minha vida que traí!

O meu Ser,
O meu Conhecer,
O meu Crescer…

Por isso
Hoje parto…

Sem certeza
Do que quero,
Mas com certeza
Do que não quero…

Não te quero a ti!!!

... eu... prometo...

Jardim Botânico, Cagliari, Sardenha

Procuro, procuro,
Mas não o encontro…
Não sei onde o guardei.
Pena…
Quando o encontrar
Ofereço-to
Prometo!

... eu... lembro...


Lembro-me como se hoje,
Como se tivesse acabado de acontecer,
Lembro-me da noite em que te conheci…

O amigo do amigo.
O amigo de olhos cintilantes
E sorriso rasgado…
Lindo…

Lembro-me de pensar
Quero!
Quero-te!!

Não estavas disponível.
Parti,
Amei e fui feliz…
E quando tudo acabou
Tornei a lembrar-me de ti,
Tornei a desejar-te.

Lembro-me da noite
Em que quase te beijei,
Lembro-me das noites em que o fiz…
Eram noites longas, demoradas
E os beijos e o desejo pareciam não terminar,
Mas o fim chegou.
Partiste.

Mais uma vez não estavas disponível.

Durante todo este tempo adormeci
O meu desejo por ti,
Mas agora ele tornou a acordar
E está mais forte do que nunca…

Mais do que nunca te quero,
Te desejo!!

E tu?!
Tu continuas a não estar disponível!

... eu... escrevo...

Museu da Banda Desenhada, Bruxelas, Bélgica

É através de ti,
Da tua tinta,
Do teu negro…

É através de ti,
Que exorcizo os meus medos
E os meus fantasmas afugento.

“Há quem cante E seus males espante”
Pois eu escrevo.
Partilho com o mundo a minha dor
Na esperança de encontrar quem me salve…

... eu... peço...


Bato à porta, mas não respondes…
Bato de novo e nada…

Mas onde estás?!
Onde foste?!

Continuo a bater e continuas não responder…

Não me ouves?!
Porque não respondes?!

E bato, bato,
Continuo a bater,
Bato cada vez com mais força…

Nada…
Silêncio…

Bato à porta do teu coração
E peço autorização para entrar…

Continuas sem responder…

... eu... tento...

Sardenha

Tento, tento, tento…
Tento resistir…
Tento resistir-te…

Tentação…

“Resistir para quê?!” perguntas tu…
E eu cedo…

Cedo ao teu sorriso…
Malandro, rasgado, lindo…
Cedo aos teus olhos…
Cor de mar, transparentes, cintilantes,
Que me penetram,
Me despem,
Me lêem os segredos…
Cedo ao teu corpo,
À tua pele macia,
Ao teu cheiro doce,
Ao teu calor…
Cedo…

Cedo apenas o meu corpo…
O meu coração, esse continua a tentar…
A tentar resistir à tentação de também ele ceder…
A tentar resistir à tentação de te amar…

... eu... grito...


Medo...
Fracasso...

Foi o medo do fracasso que me fez continuar...
Foi o medo de que mais uma vez me apontassem o dedo...
Foi o medo de que mais uma vez me dissessem: "Não és capaz. Não estás a dar o teu melhor. Não estás a ser forte. Estás a ser fraca. És uma fraca!!!"...

Pois hoje vos digo...
De cara lavada em lágrimas, de coração estilhaçado, de voz rouca...
Vos digo, vos grito...

NÃO FRACASSEI! APENAS DESISTI!! APENAS DESISTI DE SER INFELIZ!!!

Daydreaming

Jardim Botâncio, Cagliari, Sardenha

Sonho com dias de sol
A aquecer-me
Sonho com noites de luar
A iluminar-me

E sonho-te…

Sonho contigo,
Sonho que me beijas,
Sonho que me queres,
Sonho que me desejas,
Sonho que me amas…

E quero-te
E desejo-te

E sonho-te…

... eu... minto...

Jardim Botânico, Cagliari, Sardenha

E de repente cegam-me, escorrem-me pela cara, salgam-me a boca e minto...

Minto-te e digo-te que não te preocupes,
Minto-te e digo-te que estou bem,
Minto-te e digo-te que são só saudades,
Minto-te e digo-te que me lavam a alma,
Minto-te e digo-te que me aliviam o peso no coração...
Minto-te e minto-me...

Minto-me quando digo que não quero!!!

... eu... quero...

Jardim Botânico, Cagliari, Sardenha

Quero ter borboletas no estômago,
Quero ficar com as pernas a tremer…
Quero ter ciúmes… muitos…
Quero desesperar por um telefonema, um mail, um sms…
Quero querer,
Quero desejar,
Quero ter,
Quero ser,
Quero estar,
Quero, quero…
Quero me apaixonar
Louca e estupidamente
Quero viver!!!

Dancei

Lanzarote, Ilhas Canárias

Contigo dancei…

Dancei no meio da rua, no meio da praia, no meio do mar… no meio da sala, no meio da cozinha, no meio do quarto, no meio da cama…

O dia em que deixaste de dançar, foi o dia em que deixei de te querer…

E agora olho para ti desprovida de qualquer tipo de sentimento e sem culpa canto, pulo e danço e sou feliz…

Sou feliz por já não gostar de ti, por já não fazeres parte do meu mundo, por já te ter esquecido!!!

... eu... sonho...

Costa Nova, Aveiro

Adoro olhar o céu
E perder-me na imensidão do seu azul...
Adoro olhar o mar
E perder-me na imensidão do seu verde...
Adoro olhar o pôr-do-sol
E perder-me na imensidão do seu fogo...
Adoro olhar a noite
E perder-me na imensidão da sua escuridão...

Adoro olhar e perder-me na imensidão de tudo o que me faz sonhar…

Também a ti te olho e também em ti me perco,
Porque também tu me fazes sonhar…

O Beijo

Bruges, Bélgica

O Beijo dei-to não sei bem quando…
Não me lembro do dia, da hora…
Se de Verão, se de Inverno…

Lembro-me que estávamos sentados na cama,
De pernas cruzadas de frente um para o outro…
Conversávamos...
Contavas-me algo…
Não me lembro o quê…

Lembro-me apenas de ver os teus lábios a mexer
E da imensa vontade de te beijar…

Sem me fazer anunciar beijei-te!
Beijei-te com toda a minha energia, paixão, tesão!!
Beijei-te e tudo parou!!!

E tu surpreso, sentiste-te amado, desejado.

O melhor beijo da tua vida…
Descreveste…

De facto foi um beijo perfeito...
O Beijo…

Ali, ali naquele instante amei-te…

Boas recordações

Flor de Lotus, Jardim Botânico, Cagliari, Sardenha 

Aqui escrevo sobre boas recordações...
Sobre boas recordações apenas…
Apenas e só, porque só estas são dignas de registo…

Escrevo sobre tudo e mais alguma coisa…
Pessoas, cores sabores, cheiros, imagens músicas, ideias, sentimentos…
Sobre tudo o que gosto, adoro, amo e me faz feliz…

Escrevo sem data…
Sem data, porque as boas recordações são assim… intemporais…

Escrevo para quando for velhinha e já não me lembrar quem sou me lembrar quem fui…

Escrevo, porque sim, porque quero, porque me apetece, porque não me quero esquecer das coisas boas que vivi…