sexta-feira, setembro 10, 2010

... embora sem certeza...

... no fundo ele sabia, sentia... sentia que aquele corpo não era só dele. Que nas suas longas ausências ela a outros se dava... ele fingia não se importar, ela fingia que ele não sentia... desde cedo ela aprendera a separar o corpo do coração, dos sentimentos, das emoções e os outros não passavam disso mesmo, de corpos onde ela saciava o seu desejo. Não passavam de meros entreténs onde fingia não gostar dele, onde fingia não se importar com a sua ausência... saciava o seu desejo... mas não o seu coração. O coração, esse, só a ele pertencia, só ele o conseguia satisfazer. Só ele tinha a chave, o segredo da combinação. Só ele o conseguia abrir. Só a ele, ela se revelava... terna, meiga... assim... a sua eterna apaixonada... só a ele, ela queria no seu todo... com corpo, alma e coração...

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