sexta-feira, setembro 17, 2010

... a voz...

... nesse dia amanhecera sorridente. Estranhou. Ultimamente não tinha motivos para sorrir. Ao rever mentalmente o seu plano diário, lembrou-se porque sorria: a voz! Prontamente se aprumou. Ao abrir a porta sentiu um frio no estômago, as pernas a tremer, tal como ficara no dia anterior ao ouvir aquele "estou?!...". Saiu.... "olá", nem precisou dizer quem era. Reconhecera-o pela voz. Uma voz indescritível que agora se materializava com um sorriso no olhar (como era possível um olhar sorrir assim?!!!)... quanto mais ele falava, mais ela tentava não ouvir. Quanto mais ele procurava o seu olhar, mais ela fugia... "cala-te! Não me olhes assim!", pensava, enquanto controlava o seu instinto animal, a vontade de saltar por cima da mesa e de o ter logo ali...

1 comentário:

AC disse...

Palavras muito bem arrumadas no vislumbre do desejo...

Beijo :)