sexta-feira, outubro 29, 2010

... e passado um mês...

... ou quase, desde o concentração precisa-se!!!, continua a faltar qualquer coisa... fiz tudo aquilo a que me propus: organizei o work, a cabeça e o coração, mas. Mas não me sinto puto satisfeita. Nada. Zero. Nicles... mas porque raio tenho eu de ser tão insatisfeita??? Que Chata!!!... bem, ao menos o jejum social foi quebrado, ontem à noite, com um sítio novo, giro e cheio de gente interessante e o resto do fim-de-semana está recheado de programinhas prometedores de diversão, boa comida e boa música, na melhor companhia. Só é mau não poder beber. Os drunfos xpto e com mil e um assustadores efeitos secundários s.o.s. joelho, não o permitem. O que é pena! Apetece-me tanto, mas tAnto um gin tónico...

quarta-feira, outubro 27, 2010

... ♥...



... é tão fácil dizer, não é?... gosto de ti...

... farta de gente sem sabor...

... de gente chata. De gente que não é capaz de ver para além daquilo que lhe é posto diante do nariz... farta da falta de curiosidade. Da falta de querer mais. De querer fazer mais. De querer Ser mais. De ir mais longe. Mais além. Além do preconceito. Do que é de bom tom... preciso de gente com sabor a gindungo, gengibre, canela, caril, noz moscada. A sol, a mar, a terra. Molhada... de gente com sabor a prosa, a poema, a música, a tinta. A corpo, a pele, a sangue, a suor. A mente.... preciso de gente que sinta com a pele e chore, ria, grite, cante, dance... com o coração... gotta get outta here... NOW!!!...

terça-feira, outubro 26, 2010

... we all cry...



... depressão. Um doença séria, muitas vezes apelidada de "mariquice", que leva muitos ao suicídio com vergonha de pedir ajuda... não é fácil reconhecer que se tem um problema, mas a ajuda existe e muitas vezes está onde menos esperamos...

... não deixa de ser curioso...

... que logo hoje esta crónica do Miguel Esteves Cardoso, não pare de "saltar" no meu fb... http://www.publico.pt/Sociedade/cronica-um-segredo-de-um-casamento-feliz_1462647?all=1... "(...) Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar."... Sim. Os infelizes são exactamente assim. Concordamos com tudo em prol da paz no lar e aos poucos morremos... e o casamento também...

...mas...

... sinto muito a tua falta... meu verde mar...

... e, quase (!), sem dar por isso...

... passou um ano...



... e cada vez mais gosto de estar sozinha...

segunda-feira, outubro 25, 2010

A tua ausência

Custa-me por demais
A tua ausência, meu Amor.
Insuportável é a dor,
Que em mim provoca,
A louca ânsia pelo teu regresso...

Sem título

O Balanço foi feito.
A Decisão foi tomada.
O Fim chegou.

As energias, o tempo desperdiçado,
As tentativas frustradas.
As noites sem dormir,
Os dias sem acordar.
Tudo em vão.
De nada valeu.

No Longe.
No Futuro,
Buscarei saciar a sede,
Que o Aqui,
O Agora,
Nem alivia.

Porque nada me prende,
Tudo me solta,
Partirei.

sábado, outubro 23, 2010

... cause it's my favourite bad word...

... porque é que...

... é sempre nos dias em que te sentes na merda, que estás com cara de pargo mulato com quinze dias de gelo, toda suada, porque acabaste de te arrastar uma hora pela ciclovia na esperança que o ar do mar te animasse (nop. nem olhaste para ele. não tiraste os olhos do chão), porque é que é sempre nestes dias que tens de encontrar aquele teu ex que não vês há anos???... ok. Apesar de ser mais novo que tu, está velho e careca, mas. Mas está com a namorada, mulher, ou sei lá o quê, que é: Alta, Magra e Gira... oh que merda! Logo hoje!!!... o que te vale são supermercados apinhados de gente e corredores, pelos os quais te podes esquivar sem ser notada a tua miseravél presença... mas... voltaste para Cascais???... hum... and... by the way: congrats! She looks great! Happy for you!...

... até um perfeito "estranho"...

... me abraça quando choro, mas tu não... porquê?...

... até tenho os olhos verdes...

... porque estava preparada para um: encontramo-nos no bloco e não para: não há mais nada a fazer...

domingo, outubro 17, 2010

Sem título

Caprichos do corpo.
Esquecimentos da mente.
Vinganças do coração.
Não dás importância.
Não têm importância.
São nada. Tal como tu.
... És Nada...
Troféus que expões,
Mas não lembras.
Não recordas.
Não têm lugar em ti.
Subterfúgios de uma realidade
Que teimas em não ver.
Da mentira que teimas em contar.
Alimento da tua incoerência.
Mantêm-te à tona. Na dormência.
Impedem a tua entrega.
A Decisão. O Fim.

Certeza

Poder-se-ia dizer que
Foi um erro. Mais um.
Seria aceitável,
Dada a situação.
Seria, sem dúvida,
Mais fácil.
Largar tudo e esquecer.
Aconselhado, até.

...

Impossível!
Impossível largar,
Deixar, abandonar, esquecer,
Uma certeza tão sentida...

... promessas, promessas...

... fazemos muitas... fazem-nos muitas... a maioria não é cumprida... mas o que prometemos a nós próprios devemos sempre levar até ao fim... tenho uma decisão a tomar. Uma promessa a fazer. Não quero. Será o fim. Não poderei voltar a trás... dói... mas não vejo outra hipótese... vou esperar mais um pouco... só um pouco... não quero...

quinta-feira, outubro 14, 2010

Barco

À deriva.
A tempestade cresce.
Folga a Grande!
Caça o Stay!
Não obedece à minha voz.
Não sou eu quem o governa.
Não fui eu, quem seu rumo traçou.
Escasseiam os mantimentos. A esperança.
Instala-se o medo.
Segue-se a resignação.
Não sobreviveremos.
Que uma onda nos engula
E que seja a próxima!
Estamos exaustos.

Egoísta II

Não era,
Mas sou.
Quero!
Preciso!
Agora!
Sempre!
A cada instante...

... os filhos do Monstro...

http://www.manelcruz.pt.to/
http://www.fogefogebandido.com/
http://www.myspace.com/nunoprata

segunda-feira, outubro 11, 2010

... ando estranha...

... muito estranha!!!... na Sexta-Feira passada, depois de uma semana incrivelmente estúpida de: muito trabalho, muitas enxaquecas e muitas insónias; tudo o que eu mais queria era ir para casa enfiar-me na cama! Há uma semana que chove torrencialmente e não me ocorreu programa melhor que: cama, livros, música e chocolates. Assim que saí do escritório decidi fazer uma pit stop no supermercado para comprar mantimentos (chocolates, entenda-se). Ora pois, estou perante o corredor dos ditos e depois de o percorrer algumas três vezes, olho para aquilo tudo e com o ar mais aborrecido, entediado, enjoado e sei lá mais o quê, solto um grande suspiro e: oh! não me apetece nada disto! Ainda tentei o corredor das bolachas, bolachinhas, bolos e afins e até o dos bios que normalmente tem sempre uma novidade qualquer do tipo chocolate com chá verde, ou assim. Nada. O meu cesto de compras resumiu-se a leite e bananas. Açúcar zero. Chocolates nem vê-los. Quem me conhece, eu uma viciada confessa em chocolate, certamente diria que estou doente! (ponto um de estranheza) Chego a casa faço umas torradas, bebo um leite morno com mel e canela, arrumo umas coisas e cama. Apaguei-me às nove da noite. Acordei ao meio-dia de Sábado. Dormi quinze horas. (ponto dois de estranheza, ou normal para quem não tem dormido puto) Passei o dia na cama com "A Vida Inteira" do Miguel Esteves Cardoso, com as devidas interrupções para vária sestas e comer tostas de queijo com banana esmagada. Devo ter adormeci tarde. Não me lembro. Domingo, até acordei animada. Acho que foram dos raios de sol que vieram embirrar com a chuva. Lá fiz de fada do lar. Fiz um almoço decente. E cama comigo outra vez. Desta com "Caim" do José Saramago. Estava eu a ler o Saramago a chamar filho da puta a deus (nem vou comentar. sempre me ensinaram que à mesa não se discute religião, política e futebol. Tento não o fazer fora da mesa também.) e não é que me dá uma súbita vontade de ser natal e estar a enfeitar a dita árvore e de mais decorações? Esta é grave! De novo, quem me conhece, sabe como eu desTesto o natal. Acho uma época hipócrita, consumista, em que tudo é permitido em nome de espírito natalício, que só me dá chatices, arrelias, urticaria e peso na consciência! (ponto três de estranheza) Estás parva! Logo pensei de mim para mim. Acabei o livro, ainda dei uma volta nos sonetos de Florbela Espanca, apago a luz e dou por mim a pensar: miúda, andas mesmo estranha! E começo a rever uma série de situações igualmente estranhas... Eu que não sou puto sensível, não tenho, nem gosto de demonstrações de carinho. Que abomino o beijinho de cumprimento ou outro contacto físico que tal, que não seja com alguém com quem eu tenha uma profunda relação de amizade ou amor, mas mesmo, mesmo profunda, dou por mim a achar carinhoso quando me agarram e me beijam a cabeça. Sabe-me bem quando do nada me pedem um abraço (alguém que não passa de bom dia e boa tarde). Passo uma noite inteira a ouvir um prosa e a gostar e ainda a acabar cada frase do dito com um: prometes? Não me lembro de metade das coisas que me disse e muito menos do que prometeu, mas gravei na memória que, quando dei por mim rodeada de várias das criaturas mais bizarras vistas até hoje e com um total de dois neurónios, gritei por socorro, deu-me um abraço muito, muito forte, daqueles com festinhas nas costas e me disse ao ouvido: shhh, calma, está tudo bem, calma (vários pontos de estranheza!)... Uns dizem que tenho uma leve depressão. Depois de duas, já as reconheço ao longe e nop, não é o caso. Outros dizem que ando apática. Um pouco talvez, mas também não me parece o diagnóstico certo. Carente? Sim, talvez, mas era facilmente resolvido com chocolates e noites de borga rodeada de testosterona, mas nem isso me apetece. Não sei o que tenho,  mas que ando estranha, lá isso ando! Será do tempo?... Oh! Não sei! Mas gostava de poder hibernar até isto me passar!...

... pela primeira vez devorei Saramago...

"(...) A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele. (...)"

José Saramago
in "Caim"

sábado, outubro 09, 2010

... para ler num dia de chuva, quando não apetece sair da cama...

“(…) Só Deus sabe como dói a imaginação. (…) O amor é um grande afastamento, não é? (…) Não há nada mais triste do que ter perdido qualquer coisa e não saber que coisa era. (…) A tua alma não é para tomar conta de ti. Tu é que tens de tomar conta dela. Dar-lhe de comer. Solidão. Consciência. Vagar. Amor. Lembrança. São estes os nossos alimentos.
A tua alma morre de fome e tu queres comê-la. É tua e queres trocá-la.
A tua alma está de visita e tu queres visitá-la. Em vez de lhe dar guarida, tenta invadi-la.
A tua alma não é para ti. Foi-te emprestada. Em vez de agradeceres, tentas gastá-la. Em vez de reviveres através dela, para chegares aos outros que vivem como tu, tentas açambarcá-la.
Se a tua alma te foi dada, foi para tentares dá-la. Não interessa não conseguir. Só querer.
Se dizes «o meu amor», como podes crer seja só teu? Dizes apenas «amor» e procura dá-lo a quem o queira ou quem tu queiras.
As almas não são de ninguém. Esquece a história das casas e dos templos. Não pode haver metáfora para a alma. É a única coisa para a qual não pode haver metáfora. Tens de pensar nela sem pensar em mais nada. Esquece as nuvens e os ventos. Não uses a tua inteligência. Não uses a tua imaginação.
Deixa-te estar. Apodera-te do que puderes. Mas não tentes assenhorar-te do que te leva além da vida. Goza a vida e deixa a alma em paz. A vida é só uma circunstância. É parecida contigo. Mas alma escapa-te, escaparte-á sempre, para que não possas viver simplesmente, para que não tenhas de viver só com a vida, miseravelmente. (…) O passado é só um particípio. Um recurso. Uma espécie de cobardia. (…) As pessoas têm a mania de denegrir o gostar, porque não adivinham a sua raridade. (…) Adiar é a melhor coisa do mundo. Confesso. Sei que soa mal, a pecado imperdoável, mas sim, sou uma procrastinadora. Há tantos dias na vida. Quem sabe se uns são mais apropriados que outros? Eu não. (…) Estrago sempre tudo. Será a minha função nesta vida? Gosto da ideia de que a cada um cabe um certo trabalho nesta vida, mas não acredito nela. Não acredito em nada. Só em mim. É pouco, mas é suficiente.
Talvez devesse regressar a África. Os lugares enganam muito. Durante uns tempos ocupam-nos os sentidos e o pensamento. Forçam-nos a estar atentas. A atenção é uma grande, grande distracção. As diferenças parecem reais. Às vezes até imagino que mudei. (…) É tão feio contentarmo-nos com quem somos.
Se ficássemos sempre pequeninos, sempre invejosos de quem nos rodeia, sempre insatisfeitos, por muito que nos divertamos, o nosso egoísmo seria mais aceitável. «Conhece-te a ti mesmo». Pois sim. Eu conheci-me e só encontrei desejos impossíveis: de não existir, de ser outra pessoa, de merecer as poucas coisas que tenho – até a vida, por muito estranho que pareça. (…)"

Miguel Esteves Cardoso

In “ A VIDA INTEIRA)

... não há nada mais reconfortante...

... do que quando, carinhosamente, me agarram a cabeça com as duas mãos e nela depositam um beijo sem nada dizer, sem mais nada fazer. Vêm, agarram, beijam, vão embora. Sem olhar para trás... especialmente quando não conheço quem o faz... é um gesto tão despojado de segundas intenções... reconforta-me... enternece-me, estas súbitas demonstrações de carinho... espanta-me a sua normalidade...

sexta-feira, outubro 08, 2010

... digo que ando desmotivada...

... peço-te ajuda, de um boost e a tua resposta é: não. NÃO??? É assim que dizes reconhecer o esforço que faço???... Well, thanks a lot!... não sei se tens noção do quão farta estou e de como acabaste com todas as possibilidades de eu fazer aquele esforço extra para melhorar. Não tens, pois não? Não percebes, pois não?... deixa lá. Apago a ideia do pensamento. Resigno-me aos factos... ou não... tentarei noutro lado...

... e se?...

... e se? E se? E se?... quem inventou o "e se?" devia ser fuzilado e eu estaria na primeira fila a aplaudir!... não há nada que me consuma mais, do que um infinito conjunto de hipóteses para uma situação e tantantan, o pior de tudo: o receio de falhar! (olha a novidade!)... e se (lá está outra vez esta bosta!) escolheres a porta errada? Está lixado! Já foste! (como diz a outra). Portanto ficas a matutar e a matutar e a matutar, nas mil e uma hipóteses que te dão e possíveis consequências (se tiveres sorte, só te dão mil e uma). Ou, então (e não há pior cenário!), só te dão a escolher: sim ou não. Nem um mísero nim te safa!... pensando bem, afinal o cenário do "sim ou não", sempre me parece melhor. Tens é de, claro (!), óbvio (!), manter a tua posição até ao fim... será por isto que inventaram o "e se?". Porque não conseguem manter uma posição? Defender uma ideia. Um sentimento. Por não conseguirem fazer valer a sua palavra? Hum. Talvez isto justifique as mil e uma hipóteses... assim sempre podes ir experimentando e dizer: calma, calma que não era bem isto que eu queria. E se?...

... admiro...

... francamente as pessoas que têm a capacidade de dar a volta à situação, reverter o processo e no fim da conversa, afinal, quem fez merda foste tu!... quer dizer, não! Não admiro nada! Mesmo!... Acho que no fundo são profundamente desonestas e completamente cobardes (principalmente consigo próprias!). Porque não têm "tomates" de dizer o que sentem, manipulam o outro e a situação de forma a sairem bem na fita... não percebo, não percebo, não percebo!!! Chamem-me burra e retomando o post anterior, mais valia ser e assim não me estava para aqui a consumir, chamem o que quiserem, mas não percebo!... Não é mais fácil dizer aquilo que pensam? Dizer que: não gostam da situação, os incomoda,  os faz sentir mal, os magoa, ofende, torna inseguros, faz sentir menos queridos e sei lá mais o quê? Pois. Parece que não. E a desculpa é: tenho receio de o magoar... ora porra! Eu prefiro que me magoem, a me sentir enganada!... Agora, se me disserem: tenho receio do que possa vir a perder... Aí, sim. Percebo. Compreendo. Identifico-me. Já o fiz. Também já não tive "tomates"! Fui cobarde! É uma merda! Arrependo-me! Mea culpa, mea culpa, mea culpa!... Afinal de contas, qual é a tua desculpa? O receio de me magoar? Ou o receio de me perder?...

... às vezes gostava de ser burra que uma porta!!!...

... embora ache a burrice uma estupidez, porque só é burro quem quer. Mas às vezes gostava, confesso... às vezes gostava de ser tão, mas tão tão burra e nem sequer perceber ou ter a sensibilidade para sentir quando me maltratam. Me olham de lado, falam mal de mim nas costas, ou à frente, tanto faz. Seria melhor ser burra: viver no meu mundinho cor-de-rosa e resignar-me com o que a Vida me dá. É como diz o outro: se a Vida te dá limões, faz uma limonada... o problema é que gosto mais de gin tónico... ser-se burra é definitivamente mais fácil. Uma pessoa burra não pensa se gosta ou não disto ou aquilo. Aceita o que lhe dão e o que lhe dizem e pronto. Fim da história. Ou melhor, nem sequer há história. E assim anda, feliz, sorridente e acima de tudo satisfeita. Não tem insónias, não sofre, não chora... eu, pelo contrário, tenho esta mania irritante de ser sensível. De ser curiosa. De ser insatisfeita. De me apaixonar. Não pelas pessoas, que essas, não me suscitam curiosidade e/ou paixão. Mas sim pelo que elas são capazes de fazer. Apaixono-me por aquilo que tu fazes e não pela pessoa que és. Hum? Espera, mas se tu és aquilo que fazes, então apaixono-me por ti. Hum. Agora baralhei. O que quero dizer é: se digo que sou apaixonada pelo Mia Couto, quero dizer que sou apaixonada pela sua escrita. Ou que sou apaixonada pelo Caetano e oh como eu amo Caetano (lá vem outra mania minha muito irritante: o exagero!), sou apaixonada pela sua música. Sim? Não é pelo homem. Como poderia? Nem sequer os conheço, ora bolas... as pessoas tendem a levar tudo à letra. Não compreendem a ironia, o exagero. E quando não compreendem tendem a moldar o que percepcionam da maneira que mais lhes convém... vês se fosse burra não me preocupava com estas coisas e a esta hora já estava a dormir um belo soninho reparador para enfrentar mais um dia de robot sentada em frente a um computador. Seria menos interessante? Definitivamente! Seria mais feliz? De certeza! Porque não tentaria compreender a minha felicidade. Não tentaria saber de onde vinha. Limitava-me a aceitá-la... ah e em jeito de resposta ao: e agora? Já és feliz? Não. Não sou feliz... mas sou menos infeliz...

quinta-feira, outubro 07, 2010

O Ser Amado

Dono de uma prepotência enfurecedora,
O Umbigo, o Centro do Mundo se acha.
Esse Parasita cruel (!)
Que de apetite voraz
O Amor rouba
A quem Ama.

(pela calada da noite,
em teu coração,
uma semente de Esperança
planta. E pacientemente
espera que ela germine, para
depois, sem aviso,
sem dó, nem piedade,
roubar o fruto - o Amor)

De que adianta Ser Amado,
Se não se Ama?!

... é tudo o que tu queres...

... mas nada do que precisas... O que fazer? Pensa com o Coração, alguém te diz... merda! Só sabes pensar com a Razão, com o Corpo... Com o Coração? Como é que se pensa com o Coração? Como será isso de pensar com o Coração? Parece-te acima de tudo perigoso!... sempre te ensinaram a fugir do perigo...

... há quem tenha...

... a chamada surdez selectiva. Só ouve o que lhe convém. Outros, memória selectiva, só se lembram daquilo que querem. Acredito que haja ainda a cegueira selectiva (bolas, que há malta tão ceguinha que só pode!!!)... eu gostaria de ter sentimentos selectivos. Sentir apenas aquilo que me faz bem... ah, mas agora dizias: e como saberias tu o que te faz bem, sem saberes o que te faz mal?... Não saberia. E não me importa...

quarta-feira, outubro 06, 2010

... de momento...

… tudo o que queria era fazer as malas e voar para o seu colo. Refugiar-se nos seus beijos vorazes, no calor das suas palavras, no swing do seu corpo… nele residiam todas as suas certezas. Que a semente em si depositada naquela madrugada exausta, apenas daria lugar a desejo. Que dali nada viria. Que dali não haveria um futuro. Não haveria paixão. Não haveria amor… Absurdamente ele dava-lhe segurança. No seu nada sentia-se segura. Sabia exactamente o que esperar: nada... ela sabia. Sim, tinha a certeza de que se voasse para o seu colo, ele, por breves instantes a faria sentir a mulher mais especial do mundo. Porque ele era assim. Porque lhe era inato. Porque lhe estava no sangue. Mas era exactamente o que de momento ela precisava: ser única, ser especial, ser a tal… mesmo sabendo que não era verdade. Mesmo sabendo que seria apenas mais uma… ela precisava sentir-se Mulher…

... shit...

... acabei de morrer de novo... fuck!... big big FUCK!!!...

... cause life sucks!!!...

... os Guns N' Roses hoje tocam no Pavilhão Atlântico e eu NÃO vou!!! BUUUUUUUUUUUÁÁÁÁÁÁ!!!... uma das bandas que mais marcou os meus, complicados, anos de pré-teen. Eram os únicos a ter lugar, mesmo lado da Madonna (o meu lado pop), na parede do meu quarto. OMG (!) o que eu delirava com os solos do Slash (de longe o meu preferido!) e sabia de cor e salteado tOdas as letras de tOdas músicas!!! Bons, bons tempos em eu gritava desalmadamente, em jeito de exorcismo, algumas destas músicas...












... fui ver e amei...

... http://www.eatpraylove-movie.net/... um filme sobre amores e desamores, sobre luto, sobre busca, sobre o Eu... com a banda sonora perfeita!...


... ainda estou de luto... não pela relação que terminou, pois há muito que a tinha cremado e suas cinzas lançado ao mar... mas estou de luto por mim. Alguma coisa, se não mesmo tudo, morreu naquela relação. O meu Eu morreu e algures por este Mundo o seu espiríto vagueia. Enquanto não fizer a passagem, não poderei voltar a reencontrar o meu lugar. O meu Eu não poderá voltar a reencarnar, a existir... preciso chorar a minha morte para voltar a viver...

terça-feira, outubro 05, 2010

... porque nem sempre...

... querer é poder, hoje deito-me com o sabor amargo de uma oportunidade despediçada... espero que não. Espero que a Vida me abra de novo esta porta e me dê oportunidade de saborear a promessa do seu doce sabor... espero que seja doce... sei que sim... fico à espera... até já...

sexta-feira, outubro 01, 2010

... a retomar velhos hábitos III...

... fazer a estrada do Guincho ao fim do dia de janela aberta, parar, respirar fundo e aproveitar o último laranja do dia...



... concentração precisa-se!!!...

... há um ano atrás, mais ou menos por esta altura, tomei uma decisão muito importante: mudar de Vida! Mas parece que ao longo do tempo me desviei dos meus objectivos tão bem delineados durante os dois meses e meio que estive fora de Cascais (and again: thank you so, so much!!! Your the best!!!)... Voltei para Cascais há cinco meses e nada. Ainda não mudei nada. Ando distraída, é o que é! Com o quê? Hum, com nada e... com tudo! Tudo serve de desculpa para não enfrentar a Vida e retomar o plano inicial. Portanto, minhas caras amigas informo-vos que este será, durante os próximos tempos, o último fim-de-semana de desbunda! (e que fim-de-semana temos nós programado! UI!) Não se preocupem que não vou desaparecer como antes. Teremos sempre um cafézinho, vários telefonemas e um cinema ou outro, mas mais nada... Preciso urgentemente de reorganizar as ideias e principalmente dar-lhes vida!!!... concentração, preciso de muita, muita concentração!!!... começarei hoje, retomando as minhas caminhadas à beira-mar em vez de duas horas de ginásio rodeada de testosterona... tanta testosterona distraí-me!!! E o mar acalma-me!!!... especialmente se for verde...