sábado, abril 26, 2014

... run...

... "(...) «A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma opção». (...) Ganhar a este ou àquele não me diz rigorosamente nada. Interessa-me, isso sim, alcançar os objectivos a que me propus (...) um escritor possui uma motivação interior, uma força calma que não precisa de aprovação nem de ser validada através de critérios exteriores. (...) Entrar em competição com os outros (...) não é o estilo de vida que eu procuro. (...) As feridas emocionais representam um preço a pagar ao mundo para obter essa independência como ser humano. (...) Parar de fumar foi uma espécie de gesto simbólico de despedida da vida que até então estava habituado a levar. (...) O sentimento era o de que, se bem que tivesse ultrapassado os trinta anos, ainda se abriam possibilidade pela frente, tanto para mim como para o meu  corpo. (...) A coisa mais importante que aprendemos na escola é, se querem saber o que eu penso, que as coisas importantes não se podem aprender na escola. (...) é muito fino o muro que separa a confiança saudável do orgulho pouco são. (...) corro apenas movido pela minha força de vontade, e a dita linha de chegada não se encontra de facto assim tão próxima quanto isso. (...) Uma vez que nos espera uma longa vida, mais vale viver esse tempo cheio de vitalidade, com objectivos bem claros em mente e perseguindo com firmeza as nossas metas, do que atravessar os anos que nos esperam no meio do nevoeiro. (...) Aprende-se a ser feliz com o que se tem à mão de semear (...) Se ficar muito tempo sem ver água, tenho a impressão de que, pouco a pouco, no mais fundo de mim, alguma coisa se perde lentamente. (...) tenho plena consciência de mais não ser do que uma pequena peça entre todos os fenómenos naturais que dão forma ao gigantesco mosaico da natureza, como a água do rio que corre por debaixo da ponte em direcção ao mar. (...) Para se confrontar com qualquer coisa verdadeiramente insana, uma pessoa deve ser tão saudável quanto possível. (...) uma alma doente tem necessidade de um corpo em perfeita saúde. (...) Não sou um ser humano, mas apenas peça de uma engrenagem. Uma máquina não sente rigorosamente nada. Por isso, limita-te a seguir em frente... (...) Dúvidas tenho muitas: explicações, nem uma. (...) há uma inquietação que nunca me larga, sempre de volta de mim. Será que a nuvem negra desapareceu realmente? (...) na vida, as pessoas quase sempre só aprendem qualquer coisa de essencial depois de terem sentido dor física na pele. (...) talvez fosse preciso de ir à procura da razão noutro lado. (...) Taciturno, tenho por destino uma maturidade barroca - ou, se quiserem que ponha a questão em termos mais modestos, para o beco sem saída da evolução. (...) constato com grande pena minha até que ponto o pequeno recipiente que eu sou não passa de uma pessoa imperfeita e vaidosa. (...)"...

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