quinta-feira, janeiro 29, 2015

... desta coisa de ser adulto...

... em miúda desejava ser adulta, ou melhor, desesperava, exasperava. Queria ter a minha independência, não ter de viver sob os gritos de comando de alguém frustrado e zangado com vida. Mas esta coisa de ser adulto tem muito que se lhe diga. Vai muito além de ter um trabalho, ter uma casa, um carro, pagar contas, tratar de burocracia como finanças, segurança social, bancos e outras tantas dores de cabeça. Isso, apesar de aborrecido, é fácil. É só ter o mínimo de organização e a coisa faz-se sem grande chatice. O que é mesmo complicado nisto de ser adulto, mesmo foda, é assumir responsabilidade sobre as nossas atitudes, as nossas escolhas. Quando somos adultos deixamos de poder reagir, de ser implusivos. Deixamos de poder culpar o nosso adn, os outros, o trabalho, o ambiente, tudo o que nos rodeia, por aquilo que fazemos. Quando somos adultos temos de ser independentes tanto no nosso sustento, como nas nossas responsabilidades, como nos nossos sentimentos. Ser Adulto é isso é ser Independente. É lixado, mas é bom. Muito bom. E não, não quero voltar a ser criança. Sorry Peter...

quarta-feira, janeiro 28, 2015

... ficava tão bem no meu armário: 2015 spring by m.d...

... adoro a elegância das coleções da Massimo Dutti. É a betinha que há em mim que sai ao ver estas fotos e deseja quando for grande ser assim...

terça-feira, janeiro 27, 2015

... youbeep...

... agora no Lidl podemos poupar tempo nas filas de espera com o youbeep. Basta instalar a aplicação no smartphone, registar as compras e no fim fazer o checkout e devido pagamento. Para isto o Lidl dispõe de wi-fi grátis aos seus clientes e uma caixa de pagamento única para utilizadores desta aplicação. A vantagem é mesmo o tempo que se poupa nas filas de espera - onde vão não sei, mas onde eu vou tem sempre umas filas enormes seja a que horas for. Também dá imenso jeito ver o que já levamos no carrinho e onde vai a conta e uma série de outras funções que serão introduzidas com o tempo... 

... o Continente e o Jumbo tem um sistema semelhante onde o cliente com cartão de fidelidade da loja pode à entrada requisitar uma maquineta para registar as compras e fazer no fim o devido pagamento. O que me agrada no youbeep e prefiro em relação ao dispositivo existente nas outras superfícies, é que não precisamos de cartão cliente (mais um cartão não!) e que no checkout somos sempre atendidos por um operador e não precisamos de ficar à espera sempre que a registadora empaca, que deve ser 90% das vezes. Para já o sistema ainda está em fase de teste no Lidl da Torre em Cascais, lucky me, mas se a coisa pegar passa a estar em todas as lojas. É bom saber que temos empresas portuguesas a inovar. Podem ler aqui mais sobre o youbeep...

quinta-feira, janeiro 22, 2015

... homens de cabelo grisalho são sexy, mulheres não...

... porque é que quando vemos um homem de cabelo grisalho achamos que é sexy e quando vemos uma mulher de cabelo grisalho achamos que tem um ar velho, descuidado? Impossível deixar de olhar e pensar já pintavas esses brancos, enquanto que um homem de uma certa idade, de cabelo pintado para esconder os brancos é ridículo. Porque é que ao homem lhe é permitido envelhecer, ter cabelo grisalho, rugas e até se perdoa uma certa barriguita e à mulher não? Porque o homem não tem prazo de validade e as mulheres sim? Porque a partir do momento em que as mulheres deixam de poder ter filhos, já era? Estão fora do prazo. Estão velhas. Será?...
... há anos que pinto o cabelo. Comecei por fazer umas madeixas para disfarçar e pintava de cores fortes em tom de brincadeira. Vermelho sangue de boi, roxo, azul, ruivo, foram algumas das cores que por aqui passaram. Até que o ano passado e depois de constactar que não dava mais para fazer só madeixas, comecei por pintar o cabelo todo. Aqui mais uma vez pintei de cores diferentes e de novo em tom de brincadeira, como que a dizer pinto o cabelo porque me apetece e não porque tenho cabelos brancos. Mas é um facto. Tenho cabelos brancos, vários. No meu código genético está escrito que começamos a ter os cabelos brancos muito cedo. Eu fui uma sortuda e só apareceram aos vinte e cinco. Há pouco enquanto olhava os meus cabelos brancos no espelho e olhava para o calendário a ver o meu aniversário a aproximar-se e com ele os meus trinta e cinco anos, apercebi-me de que não pinto os meus cabelos brancos por parecer mais velha, ou descuidada. Não nada disso, eu pinto os meus cabelos brancos porque não me quero parecer com ela...

quarta-feira, janeiro 21, 2015

...madrugadora, eu?...

... não sei bem quando é que me tornei numa pessoa madrugadora, mas agora nos dias em que acordo tarde e que salto na cama para o gym, parece que o meu cérebro não acorda de todo. Não sei se é do choque de repente estar na cama e hora e meia depois andar aos pulos e pendurada em argolas e barras, já para não falar dos pesos me põem no lombo, mas sem a minha rotina matinal de três horas com o meu duche, o meu pequeno-almoço descansado, lento e demorado enquanto leio os emails, vejo as novidades online, brinco com a Guernica e arrumo a casa, o Tico e Teco teimam em andar o dia todo às cabeçadas um ao outro e não colaboram. O ideal é saltar da cama às seis, sete da manhã para que o dia flua. O que por norma corre bem graças à Dona Guernica que o que mais gosta de fazer é tirar-me da cama bem cedo para brincar. Às cinco e meia começa de mansinho a fazer-me festas e às seis, seis e meia já está modo quero brincar quero brincar... 
... toda a vida acordei tarde, o mais tarde possível. Deixarem-me dormir toda a manhã era o meu maior presente. Exasperava pelas férias. Ter de acordar cedo para ir às aulas era uma guerra. O despertador a apitar de um lado, a minha mãe aos gritos do outro. Uma verdadeira tortura. Quando finalmente me levantava, ficava pelo menos uma hora sem abrir a boca a não ser para enfiar qualquer coisa no estômago. Isto foi assim desde sempre. Lembro-me que os meus pais se deitavam tarde e enquanto a casa não estivesse completamente às escuras e em silêncio não conseguia dormir e ficava tipo frango no churrasco às voltas na cama. Quando cheguei à faculdade e ainda nos últimos anos do liceu adoptei a técnica de ir dormir depois de almoçar quando só tinha aulas de manhã e acordava só para jantar. Depois ficava toda a noite acordada a estudar, a ler a ouvir música e quando chegava a hora de ir para a escola tomava um banho, o pequeno-almoço que na época era um espectáculo, ui (!): um galão muito muito escuro, um pão com manteiga e um cigarro. Muito nutritivo, não? Pois, na altura ser saudável ainda não estava na moda ;). Escusado será dizer que quando comecei a trabalhar e a ter um horário das nove às seis, foi o fim do mundo em cuecas e uma luta diária para acordar e estar bem-humorada. Sempre funcionei muito melhor de noite. Sempre adorei a noite. Especialmente as noites de verão em que fazia intervalos no estudo e vinha para a rua fumar e curtir o calor - sim há quinze anos ainda havia noites de verão. O cigarro sempre foi um bom motivo para se fazer um break. Hoje é o chá. Hoje acordo cedo e fico muito, mas mesmo muito zangada quando não o faço, Hoje já não funciono bem de noite, a partir das dez, onze já estou a babar. Será que estou a ficar velha? São os velhos que acordam cedo, não são? São os livros que leio de como ser uma pessoa mais eficaz, em que defendem que temos de nos levantar às cinco da manhã? Calma lá meus senhores, não vamos exagerar, sim! É o meu corpo a preparar-me para os filhos que não vai ter? O putos também acordam sempre super cedo, não é? Os putos e os velhos, certo? Ou o quê? Quando é que me tornei numa pessoa do dia e deixei de ser uma pessoa da noite?...

... ficava tão bem no meu armário: dragonfly by a.d...

... há anos que sou fã da marca Adolfo Dominguez e especialmente da linha U, mas desde que apareceu a Bimba y Lola (das sobrinhas do próprio Adolfo Dominguez) e que se tornou a minha marca de coração, me tenho esquecido um pouco da irreverência que fizeram do Adolfo Dominguez o que ele é. Um ícone. Gosto dos tecidos diferentes e enrugados (la arruga es bella, famoso slogan) dos padrões out of the box, do corte inconfundível, que nos faz dizer: isto é Adolfo. Lá fui eu ao site ver o que se anda a fazer na linha U e dei de caras com a colecção Dragonfly para a Primavera/Verão 2015 e nem é preciso dizer que foi amor à primeira vista e ficaria muito contente com qualquer uma destas peças no meu armário...

terça-feira, janeiro 20, 2015

... atenção cariocas!...

... a muy talentosa maquilhadora Maria Alves Correia chega dia seis de Fevereiro ao Rio de Janeiro e leva na bagagem muita vontade de trabalhar! A Maria trabalha há anos nesta área e tem imensa experiência em publicidade, editoriais, filmes, televisão, eventos, casamentos, enfim tudo o que possam imaginar. Para além disso, dá também workshops de auto-maquilhagem - comecem já a reunir as garotas para uma aulinhas ;)...
... Maria maquilhada por ela própria. Gira, não é?...
 ... para além de nos tornar ainda mais bonitas, faz também coisas aterradoras com a sua maquilhagem de efeitos epeciais. Vejam só o que ela fez à própria mão...
... ai Maria que medo. A tua mão está horrorosa e linda ao mesmo tempo!...
... já pensaram em quem vos vai fazer a maquilhagem para este Carnaval? Conheçam mais sobre o trabalho da Maria Alves Correia no Wordpress e no Facebook...

... no to sugar...

... ando nesta luta há mais de um ano quando soube que uma suposta infecção que teria estava a ser potenciada pelo excessivo consumo de açúcar. Sabes é que as bactérias alimentam-se de açúcar e quanto mais açúcar comeres, mas difícil será combater qualquer tipo de infecção que tenhas. Respondeu-me um estudante de Naturopatia numa feira médica. Quando confirmada a questão com um médico com mais expeiência, fiquei em pânico. Então todo aquele craving por açúcar não se devia apenas por seu ser uma gulosa nata, por estar a passar por uma fase difícil e me reconfortar em doces, por ter uma necessidade de energia extra que só o açúcar e em especial o chocolate me dá? Ora porra estava viciada em açúcar, como anos antes estava viciada em cigarros e o efeito no meu corpo era tão prejudicial tanto num como noutro... 
... comparação do efeito entre o açúcar e a cocaína no nosso cérebro...
... aqui, provalmente, muitos já estão a chamar-me exagerada. Mas é verdade, a merda do açúcar deixa-nos doentes! Chamem-me exagerada à vontade. Não interessa. O que interessa são os resultados. Ora posta esta bela notícia, de que por muitos tratamentos fizesse, se não deixasse de comer açúcar a coisa não ia lá. Decidi deixar o meu fiel companheiro e pensei cá para mim vai ser easy peasy! Se de um dia para o outro deixei de fumar, sem recorrer a medicamentos ou terapias e há seis anos que não toco, e nem me apetece tocar, num cigarro, deixar o açúcar vai ser fácil também. Ahahah querida Anita não podias estar mais errada... 
... comecei nesta luta em Dezembro de 2013 (bela altura, hein!) e ainda aqui ando a resistir, ou a tentar resisitir, à tentação de um bolinho, um chocolatinho, um geladinho, uma bolachinha, uma colherinha de doce. Ui. Deixar de comer doces é bem mais difícil que deixar de fumar. Ou se é! Afinal de contas como açúcar desde sempre. Mesmo! Comecei aos três meses por devorar uma tablete inteira de chocolate, porque a minha mãe achava que eu estava aguada, ou lá como se diz. A minha mãe quando estava grávida tinha tido desejo de comer chocolate, e ela sempre detestou chocolate, vá-se lá perceber como é que alguém não gosta de chocolate. O certo é que isto de morar em Luanda no fim dos anos setenta, não havia propriamente chocolates à mão e então o dito chocolate foi encomendado a um piloto português que no regresso teve um acidente de avião e morreu. Trágica a história. Eu sei, mas juro que me foi contada assim. Talvez para lhe dar mais enfâse e justificar a minha locura por chocolate. E já que és magra filha, come à vontade. Conta a minha mãe que comi uma tablete todinha e que não me fez mal. Bom, pode não me ter dado uma valente dor de barriga na altura, ou um mega ataque de alergia, o certo é que foi apenas o começo de uma bela relação de trinta e quatro anos e eu de repente queria acabar com tudo. Ahah mais uma vez. Comeste doces durante trinta e quatro anos e fumaste durante dez. Sim é muito parecido e sim vais conseguir e nunca mais vais tocar num grão de açúcar. Ahah...
... era assim que me imaginava quando a minha mãe contava a história do chocolate. Nop, nunca acreditei nela...
... bom e para acabar com a conversa que já vai longa, passada a fase paranóica de que lia todos os rótulos e só comprava coisas no Celeiro que dissessem adoçado com stevia (adocante natural proviniente da planta Stevia) e proibia a entrada de todo e qualquer tipo de açúcar cá em casa e das vezes em que não resistia e perdia a cabeça na pastelaria a enfardar bolos e depois me culpava, hoje a situação já corre mais normalmente, com sérios deslizes de quando em vez, como é óbvio e especialmente no natal e nos aniversários. O certo é que as minhas alergias respiratórias melhoraram em mais de cinquenta por cento, as de pele também, a minha barriga passou a funcionar e já não pareço um peixe balão e tenho o sistema imunitário muito mais forte. Aqui fica um vídeo explicativo de como o açúcar funciona na nossa mente que encontrei no blogue da Miss Kale ...
... acreditem que é mesmo assim e não é nada fácil deixar de comer açúcar, mas vale toda a pena. E posto isto, vou ali só comer um bolinho. Brincadeirinha, não vou nada ;)..

... sei que já o fizeste, mas promete-me de novo...

... promete-me que iremos passar a nossa velhice num país quente em frente ao mar. Promete-me que iremos dormir só de t-shirt, que acordaremos todos os dias com apenas aquela frescura matinal que nos arrepia e nos faz o corpo pedir um chá e que depois de um duche passaremos o dia de calções e chinelo no pé. Promete-me que as noites serão passadas no alpendre a contemplar o céu estrelado e o som dos grilos. Promete-me que a nossa casa cheirará a praia e a fruta fresca, que só comeremos peixe fresco grelhado e legumes e só beberemos sumos com muito gelo. Promete-me, promete-me só mais esta vez e tantas quantas te pedir e mesmo que não te peça promete-me, promete-me que envelheceremos de mão dada no calor a olhar o mar...

quinta-feira, janeiro 15, 2015

... 365 grateful (54) - it's a rainy day, but that's ok...

... tenho andado um bocadinho esquecida do meu querido 365 Grateful e shame on me com tantas coisas boas que têm acontecido e é certo e sabido que não vou conseguir completar os 365 dias, visto que está quase quase a fazer um ano que o comecei. Mas hoje ao acordar e ver o dia cinzento que está lá fora e o natural arrepio que me subiu pela espinha e o fechar de olhos perante a luz branca e logo aquela ideia do porra que merda de tempo, pensei, mas estás a queixar-te de quê? Não me lembro qual foi a última vez que o dia assim esteve. Em Dezembro, talvez, Novembro. Não interessa. Temos tido a sorte de dias de sol maravilhosos, frios é certo, mas lindos...
... e isso é de agradecer...

quarta-feira, janeiro 14, 2015

... ficava tão bem no meu armário: b.l. this is tropicana...

... ou como em já só penso no Verão! Não morri de amores pela colecção de Outono/Inverno 2014 da Bimba y Lola (expecto os sapatos que são sempre a minha perdição), mas de a de Primavera/Verão 2015, já me arrancou vários suspiros...
 ... tropicana me babe...

terça-feira, janeiro 13, 2015

... matt preston peanut butter cookies...

... o MasterChef Australia é dos meus programas de culinária preferidos e o único concurso que vejo. Apaixonei-me por este programa quando vi a edição para profissionais com o fantástico Chef Marco Pierre White e desde então que sigo esta competição. Fico sempre de boca a aberta com os pratos que saem daquela cozinha e com a capacidade criativa dos concorrentes. O júri, por norma, é simpático, sempre com críticas construtivas, o que torna o programa super agradável. Nunca me passou pela cabeça experimentar replicar fosse o que fosse, até que há dois dias vi o Matt Preston fazer estas peanut butter cookies e não resisti...
... são a coisa mais deliciosa e fácil de fazer. Basta um ovo, uma chávena de manteiga de amendoim, uma chávena de açúcar, misturar os ingredientes e com as mãos molhadas para a massa não se colar, fazer bolinhas e depois achatar com um garfo, também molhado. Nove minutos depois, no forno a cento e noventa graus e voilá, temos a casa a cheirar a pastelaria... 

... a nossa gata é linda...

... oh não! Lá vem ela com a máquina...
... vá, tira lá a foto, mas não digas estou com ar de alucinada...
... até faço pose de bem comportada se depois fores embora...
... não? Hum. E se me deitar? Assim. Já chega?...
... ok ok, só mais uma. Olha até rebolo...
... bah! Chata! Não quero mais fotos!...
... (Guernica, não se deita a língua de fora!) bah!...
... cansei. Desisto. Tira lá fotos...
... e pronto, era só isto...