terça-feira, maio 10, 2016

... morri no dia que nasci...

... eu e aparentemente todos os outros. Ao que parece começamos a morrer no dia que nascemos. Estranho não é? O nascimento, a celebração da vida é nada mais do que o início da nossa morte. Há aqueles que rapidamente se esquecem deste facto, ou que nunca sequer tomaram consciência dele e levam uma vida cheia disso mesmo de Vida, até que um dia a morte os surpreende. Depois há os os outros, a quem a morte os acompanha, sobrevivendo em vez de vivendo, lutando lutando lutando, a morte a rir-se, porque a morte sabe que estes nunca viverão. Estão destinados apenas a sobreviver. Apenas a vislumbrar a luz ao fundo do túnel. E quando estão quase quase a apanhar a luz, vem a vida e puff. O lugar deles não é com a vida, é com a morte. Morri no dia que nasci. E hoje morri um pouco mais...

quarta-feira, maio 04, 2016

... com o coração apertadinho apertadinho...

... os meus Avós do Coração voltam hoje de vez para Moçambique, o país que os viu partir há mais cinquenta anos, ou coisa que o valha. Voltam para ao pé dos filhos e deixam aqui uma neta emprestada com o coração nas mãos e os olhos cheios de água. Sei que é o bem deles, mas custa pa caraças de repente ter um oceano inteiro a separar-nos. Boa viagem...

segunda-feira, março 28, 2016

... porque nunca há hora certa para voltar...

... nem dá para acreditar que já passou um ano. Que há um ano que não punha aqui os pés. Que há um ano que de um dia para o outro deixei de escrever. Que há um ano o chão me fugiu debaixo dos pés. Tive saudades e muitas vezes me apeteceu aqui vir... volto hoje, ou talvez não. Porque nunca há hora certa para voltar...